Malala cobra atenção aos direitos humanos em acordo entre Taleban e Afeganistão

Publicação: 2020-09-14 14:31:00
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai se pronunciou nesta segunda-feira, 14, sobre a nova rodada de negociações entre o governo do Afeganistão e o Taleban para a elaboração de um acordo de paz. Para Malala, as lideranças escolheram o caminho correto para resolver os problemas, o diálogo, mas o resultado só será atingido se ambos se preocuparem na defesa dos direitos humanos.

Créditos: Reprodução/TwitterMalala Yousafzai, ativista social e vencedora do Prêmio Nobel da PazMalala Yousafzai, ativista social e vencedora do Prêmio Nobel da Paz


"Como uma das vítimas de décadas de conflito e terrorismo no Afeganistão e no Paquistão, eu estou certa de que falo por muitos que perderam suas vidas, pessoas amadas, casas, infâncias e sonhos. Eu acredito que as conversas de paz e o diálogo são a única maneira de resolver as tensões na região. Mas não existe paz sem a proteção dos direitos humanos", escreveu Malala.

As conversas de paz entre o governo afegão e o grupo terrorista registraram um novo capítulo no sábado, 12, com um encontro entre líderes no Paquistão. Apesar do avanço, as conversas tratam de um cenário complexo, que envolve também a presença americana no país asiático.

Na avaliação de Malala, as negociações, apesar de legítimas, deveriam incluir representantes da sociedade civil e lideranças femininas. É fundamental também, na opinião da vencedora do Nobel, que o resultado alcançado garanta a dignidade e a liberdade de todas as pessoas, especialmente mulheres e meninas.

"A educação deve ser garantida a meninas. E os direitos das mulheres - desde caminhar livremente pelas ruas até trabalhar naquilo que escolherem - não podem ser prejudicados sob nenhum custo", disse Malala, apontando também que o caminho para a recuperação do país e para uma paz duradoura passa pelo investimento em educação e saúde.

"Eu espero que essas negociações históricas marquem o fim de décadas de conflito na região. Eu espero que finalmente vejamos paz e que isso nunca mais seja tirado de nós", concluiu.




Estadão Conteúdo







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