Mananciais do RN começam a se recuperar

Publicação: 2018-04-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Aura Mazda e Ícaro carvalho
Repórteres

As chuvas que caem no interior do Rio Grande do Norte animam o homem do campo e alteram o volume de água em lagoas e açudes. Dez reservatórios saíram da condição de volume morto e sete do estado seco, segundo relatório de monitoramento hídrico do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) emitido ontem (16). Antes disso, o relatório do dia 2 de abril apontava que dos 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Igarn, 19 estavam em volume morto e 11 se encontravam secos. Somente no fim de semana, eles receberam uma recarga de 143 milhões de metros cúbicos de água.

Em 2 de abril, o açude Itans tinha 1,227 milhões de m³ de água. Agora, tem 7,105 milhões de m³. Em 15 dias, ganhou 5,878 milhões de m³
Em 2 de abril, o açude Itans tinha 1,227 milhões de m³ de água. Agora, tem 7,105 milhões de m³. Em 15 dias, ganhou 5,878 milhões de m³

Com isso, em termos percentuais, os reservatórios em nível crítico caíram de 63,82% para 27,65%. Maior manancial do RN, com capacidade para 2,4 bilhões de metros cúbicos, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com 406.144.067 milhões de metros cúbicos, em termos percentuais, 16,92% do máximo que consegue acumular.

O açude Apanha Peixe, localizado em Caraúbas, é mais um reservatório a atingir 100% de sua capacidade total, que é de 10 milhões de metros cúbicos. Os outros mananciais completamente cheios são Encanto, localizado no município de Encanto, com capacidade total para 5,192 milhões de metros cúbicos; e Riacho da Cruz II, localizado em Riacho da Cruz, com capacidade total para 9,604 milhões de metros cúbicos.

O açude Itans, em Caicó, é um outro reservatório que apresenta evolução significativa com as recentes precipitações. No relatório do dia 2 de abril, estava com 1,227 milhões de metros cúbicos, o que correspondia a 1,50% da sua capacidade total, que é de 81,750 milhões de metros cúbicos. Após as chuvas, o reservatório já acumula 7,105 milhões de metros cúbicos, em termos percentuais, o que corresponde a 8,69%, o que retira o manancial da situação de volume morto.

O açude Pau dos Ferros, que há há alguns anos já permanecia completamente seco, este ano não só recebeu águas como também deixou a condição de volume morto. No último relatório, o açude estava com pouco mais de 31 mil metros cúbicos, ou 0,06% da sua capacidade total, que é de 54,846 milhões de m³. Em quatorze dias, o manancial acumula 3.672.587 milhões de metros cúbicos, em termos percentuais 6,70% da sua capacidade total.

O reservatório Flechas, localizado em José da Penha, era outro que estava completamente seco. Após as chuvas, o açude já acumula 2,980 milhões metros cúbicos de água, o equivalente a a 33% da sua capacidade total, que é de 8,949 milhões de m³. O reservatório de Lucrécia, localizado no município de Lucrécia, também estava seco, atualmente, já está com 2,619milhões de m³, ou 10,58% do seu volume total que é de 24,754 milhões de m³.

O açude Santa Cruz do Apodi, segundo maior reservatório do estado, com capacidade para 599,712 milhões de metros cúbicos, possuía 87,666 milhões de metros cúbicos antes das chuvas, ou seja, 14,62% da sua capacidade. Neste dia 16 de abril está com 148,404 milhões de m³, ou 24,75% do seu volume total.

Terceiro maior reservatório potiguar com capacidade de 292,813 milhões de metros cúbicos, a barragem de Umari, localizada em Upanema, anteriormente às chuvas estava com 36,601 milhões de metros cúbicos, ou 12,50% da sua capacidade. Já após as últimas precipitações está acumulando 54,570 milhões de metros cúbicos, isto é, 18,64% do seu volume total.  

Mananciais secos
De acordo com o Igarn, os mananciais que ainda se encontram secos são o de Pilões, no município de mesmo nome; Dourado,  em Currais Novos; Trairí, em Tangará; e Japi II, em São José do Campestre. O reservatório Marechal Dutra, popularmente conhecido como Gargalheiras, em Acari, permanece em volume morto, com 22.943 mil metros cúbicos, ou 0,05% da sua capacidade que é de 44,421 milhões de m³.

A bacia Apodi/Mossoró acumulava no dia 2 de abril, 140,409 milhões de m³, correspondente a 12,76% da sua capacidade total. Atualmente, o volume acumulado é de 275,607 milhões de m³, percentualmente, 24,82% do seu volume superficial total. Já a bacia Piranhas / Açu, no levantamento anterior, acumulava 355,066 milhões de m³, percentualmente, 11,97% do seu acumulado total. Neste dia 16 de abril está com 536,296 milhões de metros cúbicos, 18,08% da sua capacidade total.


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