Manchas atingem 124 praias no nordeste

Publicação: 2019-10-06 00:00:00 | Comentários: 0
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Levantamento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) mostra que a mancha negra de óleo que apareceu pela primeira vez no litoral do Rio Grande do Norte, no começo de setembro, já atingiu 124 praias da região Nordeste. A maior área atingida é no litoral potiguar, com 43 ocorrências em Natal e ao sul e norte da capital. Ontem, nas proximidades da Praia do Forte placas de óleo se acumulavam nas areias.

A Praia da Redinha é uma das afetadas no Rio Grande do Norte com grande concentração dos resíduos de óleo
No RN, 43 praias foram atingidas pelo resíduo

Até ontem a poluição do óleo negro havia atingindo praias de 59 municípios dos nove estados, tendo chegado à Bahia, mas registro oficial do Ibama. Dessas praias, dez estão em processo de limpeza, 70 ainda têm manchas visíveis e 44 já estão livres do óleo. Segundo a Petrobras, a mancha preta trata-se de óleo cru não originário do País. Nos municípios afetados, a fauna e a flora também estão sendo vítimas do óleo. Ao todo, 12 animais, sendo 11 tartarugas e uma ave, foram encontradas nas praias do Nordeste cobertas de óleo. Destas, apenas quatro estavam vivas. Das 12, três eram no RN e uma não resistiu.

A Polícia Federal do Rio Grande do Norte já instaurou inquérito para investigar a origem do piche (substância preta e resinosa) que apareceu nas praias de Natal, como a Praia do Forte, na Zona Leste da cidade, e se espalhou pelo litoral do Nordeste, chegando até ao estado da Bahia. Segundo a Superintendência Regional da PF, o caso começou a ser apurado desde que começaram a circular informações sobre a ocorrência de manchas pretas de aspecto oleoso nas praias em setembro, quando o óleo começou a ser visto em Camurupim, Nísia Floresta e Pipa, Tibau do Sul, além de Muriú, Ceará Mirim e Maxaranguape.

As diligências contam com as participações de profissionais das áreas de crimes ambientais, inteligência e perícia de instituições como Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama),  Maria do Brasil, Universidade Rural de Pernambuco e do Ministério da Defesa.

O Ibama vem monitorando o aparecimento das manchas pretas no litoral nordestino desde o dia 2 de setembro. Investigação do órgão com apoio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, já indica que o petróleo que está poluindo todas as praias seja o mesmo. A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) informa que a suspeita é de que o material resinoso e oleoso tenha sido jogado no litoral nordestino por navios que passam pela região e que imagens de satélites estão sendo analisadas, mas a pesquisa está na etapa inicial.

Localidades afetadas no Rio Grande do Norte
Areia Preta

Baia Formosa

Barra do Cunhaú

Barra do  Rio

Barreira do Inferno

Barreta

Búzios (Rio Doce)

Cabo de São Roque

Calcanhar

Camurupim

Caraúbas

Cotovelo

Foz do Rio Catu

Foz do rio Pirangi/Pium

Jacumã

Jenipabu

Maracajaú

Muriú

Perobas

Pipa

Pirambu

Pirangi do Sul

Pirangi do Norte

Pirambúzios

Praia de Alagamar

Praia do Amor

Praia do Giz

Praia do Forte

Ponta Negra

Redinha

Rio do Fogo

Rio Punaú

Sagi

Santa Rita

Simbaúma/das Minas

Tabatinga/Tartarugas

Touros

Via Costeira

Zumbi

Obs.: Em alguns locais, as manchas apareceram  mais de uma vez

Número de áreas atingidas na região Nordeste
Alagoas  -    13

Ceará  -   10

Maranhão  -   11

Paraíba -    16

Pernambuco -    19

Piauí -   2

Rio Grande do Norte  -   43

Sergipe  -   10

Bahia -    2*


*Dados do  Projeto Tamar, ainda não levantados pelo Ibama
Fonte – Ibama





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