Manifestações Sociais

Publicação: 2019-07-07 00:00:00 | Comentários: 0
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Gustavo Figueirêdo
Especialista em Saúde Mental e Psicólogo Clínico

De uns tempos pra cá a sociedade brasileira vem convivendo com vários momentos de manifestações. Manifestação Pró-Lula, manifestação Pró-Moro, dentre outras. Mas, venho discorrer sobre outra modalidade de manifestação; aonde a sociedade brasileira, também, vem bem familiarizada.

A priori, manifestar também quer dizer revelar. Infelizmente a sociedade, cada vez mais, vem se re/velando adoecida. O índice de pessoas com ansiedade e depressão vem aumentando paulatinamente.

Não de se admirar, no mundo, onde tudo é pra ontem; o consumo medicamentoso dos ansiolíticos, a exemplo do rivotril, vem crescendo drasticamente. Nada contra aos que precisem ter o acompanhamento via remédio. Mas o que vem chamando a atenção é porque essa utilidade vem sendo prescrita de forma errônea. Muitas vezes, através da automedicação.

Forma de aquisição sendo mais fácil e rápido de sanar os sintomas ou os sofrimentos sentimentais. Levando, para quem pratica esse costume, ao conhecimento da frustração. Por quê? Porque, na maioria dos casos, os sintomas voltam.

Possivelmente estamos precisando reestruturar o que esteja por trás dos nossos véus (ou cortinas) sentimentais. Renovar os sentimentos que estejam nos bastidores dos nossos cenários da vida.

Segundo o psicólogo Arnaldo Vicente descreve no livro, Antidepressão: a revolucionária terapia do bem-estar - do psiquiatra David D. Burns - “...não é uma situação que determina a depressão, mas que a construímos com o nosso modo negativo de pensar.” Estamos tão reféns dos nossos pensamentos que, no âmbito social, a familiarização com a depressão está tão em moda que vem sendo comum escutarmos: “fulano está deprê.”

Conforme o Dr. David D. Burns, as pesquisas revelam que 16% dos casos de depressão são de origem genética. Tendo - as influências ao longo da vida - como as causas mais importantes. Não seria por menos, não é!? Será que não somos seres influenciáveis? Ou você pensa que não estamos, constantemente, nos contaminando; mesmo no aspecto inconsciente, com as mazelas, que os palcos da vida nos ofereçam? Claro que sim! Então o que fazer para que, nos camarins da nossa existência, reestruturemos a revelar uma nova criatura? Para este fim sentimental, se não conseguirmos por conta própria, por que não buscarmos ajuda?

Fora as psicoterapias, uma prática que vem sendo muito recomendada, hoje em dia, é atividade física.

 Haja vista, não é à toa, muita gente participando de grupos de corridas.

Por fim, caro leitor, eis a questão! Em que tipo de manifestação você prefere continuar participando? A de bem com a vida, ou a da deprê?


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