Manifestação em apoio a Dilma ocorrerá às 15h, em Natal

Publicação: 2015-08-20 00:00:00
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Uma série de manifestações estão marcadas para hoje em todo o país, onde apoiadores da presidente Dilma Rousseff farão mobilizações em defesa da petista, alvo de manifestações no fim de semana passado em que o Impeachment da presidente foi cobrado pela população. Em Natal, a manifestação ocorrerá na avenida Salgado Filho, em frente à sede da Fiern, a partir das 15h.
Mais uma vez, grupo fará manifestação em defesa do Governo Federal
Em função de manifestação, a Polícia Rodoviária Federal fará interdição da BR-101 na altura de Potilândia. Os motoristas que seguem na direção bairro-centro podem subir o viaduto de Ponta Negra até a Av. da Integração; ou usar o anel viário da UFRN, via Roberto Freire ou Mirassol. Os bloqueios serão retirados tão logo haja liberação da via.

Alvo da Procuradoria Geral da República (PGR) por suspeitas de corrupção na Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também está na mira das manifestações que ocorrerão por todo o país, inclusive em Natal. Organizadores da mobilização no Brasil querem a queda de Cunha.

"Estamos torcendo para que a denúncia (da PGR contra Cunha) saia", disse Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos populares (CMP).  Segundo ele, os sindicatos e movimentos sociais que organizam os atos estão incentivando a confecção de faixas e cartazes com a frase "Fora, Cunha".

Manifestações

Manifestações foram programadas em 23 Estados e são uma espécie de contraponto aos protestos de que pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mais de 20 grupos participam da organização. Os mais conhecidos são a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), União Nacional dos Estudantes (UNE) e a CMP. PSOL e PC do B aparecem como apoiadores e o PT usou inserções na TV para divulgar as manifestações. Devido às diferenças políticas e ideológicas dos organizadores, foi definida uma pauta única enxuta, cujos eixos são a crítica ao ajuste fiscal e à Agenda Brasil, rejeição à pauta conservadora personificada pelo presidente da Câmara e a defesa da democracia.

O último item foi a forma encontrada para abordar a defesa do mandato de Dilma sem causar divergências. A ênfase varia conforme a orientação de cada grupo. O MTST, por exemplo, prioriza as questões econômicas e adota tom crítico ao governo. Já a CUT, UNE e CMP, abertamente contrários ao impeachment da presidente, levarão cartazes com a frase "Não vai ter golpe". Embora não tenham sido formalmente convidados, políticos são esperados. O presidente do PT, Rui Falcão, é um dos que confirmaram presença.

Em São Paulo, os movimentos esperam levar mais de 50 mil pessoas às ruas. Até ontem estavam confirmados 350 ônibus para o transporte dos manifestantes até o Largo da Batata, local da concentração, às 17h. De lá seguem até a Avenida Paulista, passando pelas Avenidas Faria Lima e Rebouças.

Estão programados dois atos no centro do Rio hoje. Militantes do MTST se reúnem às 11h na Cinelândia. "Não é um ato em defesa do governo Dilma Rousseff. É um ato contra a ofensiva de direita conservadora", disse Felipe Brito, um dos coordenadores do MTST. Os manifestantes vão caminhar até o Largo da Carioca. Já a CUT organiza o movimento Mais Democracia e Mais Direitos, a partir das 14h na Candelária e tem como principal bandeira a defesa da legalidade democrática e do Estado de Direito. Sua principal palavra de ordem é: "Contra o Golpe! Fora, Cunha!". Os militantes seguirão às 17h pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia.

Em Belo Horizonte, cerca de 15 mil pessoas são esperadas no ato marcado para as 16h na Praça Afonso Arinos, no centro. O coordenador do MST em Minas, Silvio Neto, nega que o ato seja um contraponto ao protesto realizado no domingo contra a presidente que, segundo a Polícia Militar, mobilizou cerca de seis mil pessoas.



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