Manifestantes são afastados com spray de pimenta

Publicação: 2017-11-14 00:00:00 | Comentários: 0
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O primeiro dia de greve dos servidores da saúde estadual foi marcado por protesto, no Centro Administrativo do Estado. Após terem sido recebidos pela polícia com spray de pimenta ao chegarem na entrada lateral do prédio da Governadoria, os manifestantes decidiram permanecer acampados no local por, pelo menos, 48 horas ou até que o governador os receba, de acordo com a assessoria de imprensa do Sindsaúde.

No primeiro dia de greve na Saúde, seguranças usam spray de pimenta para impedir entrada de manifestantes na lateral da Governadoria
No primeiro dia de greve na Saúde, seguranças usam spray de pimenta para impedir entrada de manifestantes na lateral da Governadoria

O protesto teve início por volta das 9h30 da manhã, quando os servidores da saúde, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) se reuniram em frente ao prédio, no Centro Administrativo. Os manifestantes tentaram duas vezes entrar no prédio para falar com o Governador Robinson Faria (PSD), mas ambas tentativas foram frustradas pela guarda que, no segundo momento, chegou a utilizar o spray de pimenta e confrontar os servidores na entrada lateral da Governadoria. O governador não estava no prédio durante o protesto.

A greve dos servidores da saúde teve início nesta segunda-feira (13), e deverá prosseguir por tempo indeterminado. Com exceção do Centro de Reabilitação Integrado (CRI), que realiza apenas serviços ambulatórios, não há nenhum serviço que esteja completamente parado. A ideia, no entanto, de acordo com o diretor do Sindsaúde Manoel Egídio, é fazer com que sua atuação seja reduzida à capacidade mínima permitida por lei, 30%.

No maior complexo hospitalar do Rio Grande do Norte, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, a quantidade de servidores paralisados é considerável de acordo com a assessoria de imprensa, inclusive contando com adesão de trabalhadores da área de enfermagem. Até o momento, no entanto, o atendimento à população ainda não foi prejudicado pela paralisação.

“A greve está sendo massiva, porque essa é uma questão que afeta a, literalmente, todos os servidores. Historicamente, algumas categorias demoram à reagir, mas temos um cenário de caos total e falta de perspectivas de diálogo por parte do Governo do Estado, o que está fazendo com que essas categorias também se mobilizem para a luta", afirmou Egídio.

Além dos servidores e médicos da saúde, os servidores da UERN também estão em greve desde a última sexta-feira (10). De acordo com uma das diretoras do sindicato, Ana Lúcia Gomes, a adesão dos professores foi total. “São cerca de 1.200 servidores. A greve foi aprovada em uma assembleia histórica. Nossa reivindicação inicial é o pagamento em dia dos salários”, disse. A UERN no momento encontra-se em recesso. Assim como a greve da saúde, essa não tem data definida para terminar. A categoria está em greve por tempo indeterminado.

Na saúde, com exceção do Centro de Reabilitação Integrado (CRI), que realiza apenas serviços ambulatoriais, não há nenhum serviço da saúde completamente parado.

O secretário estadual de saúde George Antunes afirmou que a situação de greve é a pauta salarial. “Nós estamos discutindo isso com Tatiana Mendes Cunha porque ela vai dar apoio a essa negociação junto com os servidores”, afirmou George Antunes. O governador do Estado, Robinson Faria, e a secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, não se pronunciaram sobre a manifestação ocorrida ontem, e que resultou no acampamento de servidores no Centro Administrativo, e nem sinalizaram sobre quando a comissão de sindicalistas que representam os servidores serão recebidos.

O Governo do Estado vem efetuando o pagamento da folha em atraso, há pelo menos 22 meses. Para alguns servidores, o crédito dos salários está sendo feito mais de 60 dias após o quinto dia útil. Os servidores querem um cronograma de pagamento.


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