Manifestantes tentam impedir acesso à Assembleia

Publicação: 2018-01-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Os servidores públicos estaduais se concentraram em frente à Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (11) para pressionar os deputados a não votarem no pacote fiscal enviado pelo Governador Robinson Faria.  De acordo com os manifestantes, as medidas os afetam negativamente. A intenção era acompanhar a sessão no plenário, mas não conseguiram entrar no prédio. Diante da situação, a estratégia adotada foi fazer um cerco para barrar entrada dos deputados e de funcionários para não haver quórum para a sessão – o que gerou tensão no local.

Manifestantes derrubaram as grades de proteção que foram posicionadas na frente da Assembleia
Manifestantes derrubaram as grades de proteção que foram posicionadas na frente da Assembleia

“Estão jogando a solução da crise nas costas do servidor”, afirmou Egídio Júnior, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde). De acordo com ele, a maioria dos projetos afeta os servidores, enquanto outras propostas deveriam ser analisadas. “É preciso discutir o quanto os outros Poderes recebem, mas só quem está pagando a conta somos nós”, disse. Professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte e funcionários da Potigás, que o Governo pretende vender, também estavam presentes.

Para evitar que os servidores entrassem, o BPChoque formou uma barreira e grades de ferro foram armadas. Os servidores derrubaram as grades e ocuparam as três portas da Assembleia. Eles tentaram impedir a passagem dos deputados Ricardo Motta (PSB), Dison Lisboa (PSD) e Raimundo Fernandes (PSDB). A secretária de segurança, Sheila Freitas, e o Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Osmar Maciel, também estiveram no local para entrar na Casa Legislativa e enfrentaram resistência.

Um dos gritos mais frequentes no protesto foi direcionado para os policiais militares. Responsáveis pela segurança da Assembleia Legislativa, os policiais foram criticados por não aderirem à mobilização das outras categorias de servidores, um dia depois de terem encerrado uma paralisação de atividades. “Nós estamos no mesmo barco, venham para a luta do nosso lado”, afirmavam.

Rampa e portas laterais ficaram tomadas pelos militantes que protestaram contra o pacote de ajuste
Rampa e portas laterais ficaram tomadas pelos militantes que protestaram contra o pacote de ajuste

A ocupação das portas do prédio forçou uma negociação com os deputados. Fernando Mineiro (PT) e Márcia Maia (PSDB) permitiram que dois representantes dos servidores entrassem para acompanhar a sessão, e garantiram que não iam ser favoráveis a dispensa de tramitação do projeto. Os servidores temiam que o pacote fosse votado nesta quinta-feira.

Depois da suspensão da sessão, o presidente Ezequiel Ferreira (PSDB) comentou o episódio e justificou que a Casa foi fechada porque “os deputados precisam trabalhar”. “A Assembleia tem o direito de ir e vir. Nós fomos informados que iria haver uma grande manifestação com proibição de entrada de deputados”, disse. “O que foi impedido foi a entrada dos deputados (por parte dos servidores). Iria entrar uma parte dos servidores para que as votações ocorressem em tranquilidade. A posição dos deputados devem ser respeitadas, também”.

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