Manobras de eleição

Publicação: 2018-03-14 00:00:00 | Comentários: 0
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Woden Madruga
woden@tribunadonorte.com.b

Faltando seis meses para as eleições, um pouco mais de um para a definição dos candidatos e coisa de uns três para o início da campanha eleitoral oficial, vigiada pela Justiça Eleitoral, marqueteiros e publicitários começam a se assanhar em torno de seus candidatos. Está chegando a hora de colocar o produto na vitrine e aí o eleitor-consumidor vai percebendo o lançamento da mercadoria que acontece, principalmente, nos ditos meios de comunicação social: jornal, rádio, televisão, agora acrescidos pelas tais redes sociais, o mundo vasto mundo dos blogueiros reais e imaginários.

Candidatos e partidos já estão nas redes. Para certa classe de marqueteiros, os chamados “tuiters”, os “feicebuques”, os “uatizapes” são os meios mais modernos e eficientes para as pessoas enviarem suas mensagens e digitarem o conteúdo de seus pensamentos, os recados de suas propostas, o seu discurso político. Assim como gosta de fazer (?!) o presidente Trump. Seria coisa de seu cérebro ou determinação de seus marqueteiros?

Tem muita gente atuando nessa área que não acredita nessa força das “redes sociais”.  Li, segunda-feira, no Estadão, uma entrevista com o diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Feijó, com especialização pela Universidade de Harvard, que disse não acreditar nessa força das redes sociais numa disputa eleitoral. Ele falou assim:

- As agência de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém”.

Para Marcos Feijó “A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País”, pois grande parte do eleitor brasileiro não vive nos grandes centros urbanos.  O Estadão perguntou a Feijó: “Qual será o peso das redes sociais nas próximas eleições? ”. Ele respondeu assim:

- Sou defensor das redes sociais, mas elas não serão as responsáveis pela vitória de um candidato. A nossa tendência é imaginar que todo mundo usa Waze, Uber, tem smartphone, 4G... Mas o Brasil é muito grande. Fora da bolha de quem moa em grandes centros ou é formador de opinião, o alcance dos meios digitais é muito menor. As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém”

Mais diante Marcos Feijó, acrescenta:

- Quando a gente fala do poder de influência das redes sociais estamos falando dos eleitores dos centros urbanos, de universitários, de gente esclarecida e que consome notícias nessas plataformas. Os especialistas ignoram esse recorte e tratam como se todo o Brasil fosse igual. A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País. A comunicação é mais palatável e direta.

- Por enquanto a eleição só começou para uma faixa muito pequena de eleitores.  Para os formadores de opinião, o jogo já começou. Portanto, a eleição já e pauta nas redes sociais, mas sua penetração na vida real das pessoas é limitada. A maioria está preocupada, no máximo, com a contusão de Neymar e sua participação na Copa do Mundo.

O Estadão pergunta: “Quem faz política nas redes sociais está falando para quem? ”. Facó responde:

- Se você não prestar atenção, você só vai falar para quem gosta de você.

Chuva
Chuva boa ontem em Parelhas, 24,3 milímetros. Foi a única no Seridó e no Rio Grande do Norte. Em Tangará, chuvisco de 2 milímetros e meio.

Na Paraíba houve uma chuvona de 87 milímetros, dessas que enchem açude, no município de Coxixola, na região do Cariri. Em Serra Branca, ao lado, 40 milímetros. Nos demais municípios, um dez, chuvinhas finas.

No Ceará as chuvas estão mais concentradas nas regiões da Ibiapaba e Litoral Norte, fazendo divisas com o Piauí. A maior chuva foi em Viçosa do Ceará, 44 milímetros, e Reriutaba, 36.

Os meteorologistas estão prevendo a volta das chuvas mais fortes ainda no decorrer desta semana. Segunda-feira que vem, 19, é o Dia de São José.

Dom Nivaldo 
Amanhã, 15 de março, é o centenário de nascimento de Dom Nivaldo Monte. Celebração na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, onde ocupou a cadeira 18, fundada pelo musicista Waldemar de Almeida, e sucedido pelo Padre João Medeiros Filho que, ontem, publicou, nesta Tribuna do Norte, onde escreve toda terça-feira, um belo artigo sobre o saudoso Arcebispo de Natal.

A sessão da Academia está marcada para ás 19 horas.

Livro
Amanhã, a partir das 17 horas, no Hospital Infantil Varela Santiago, tem o lançamento do livro “1500 de Portugal ao Saliente Potiguar”, do escritor e pesquisador Manuel Neto. O autor segue as trilhas traçadas pelo historiador Lenine Pinto de que o Brasil foi descoberto na praia de Touros.

As pesquisas de Manoel Cavalcanti Neto levaram-no aos arquivos da Torre do Tombo, em Lisboa, onde encontrou pistas e provas de que Pedro Álvares Cabral viu o Brasil pela primeira vez olhando para as praias do Rio Grande do Norte.

A renda com a venda do livro será doada ao Hospital Varela Santiago.

Poesia
Hoje, 14 de março, Dia Nacional da Poesia (por conta do nascimento de Castro Alves, 1847), teremos celebrações na Estação do Cordel, que está comemorando, também, seu primeiro aniversário de fundação.  A programação começa às 8 horas (panfletagem poética) e vai até às 18, com “sarau e show de Cordel”, homenageando Leandro Gomes e Zé Saldanha.

A Estação do Cordel fica na Praça João Maria, Cidade Alta.



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