Maratona do Goiamum teve seminário sobre mercado e políticas públicas e uma mostra competitiva concorrida

Publicação: 2018-06-10 11:42:00 | Comentários: 0
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O Festival Goiamum Audiovisual  contabilizou um público extenso e variado na sexta-feira e sábado, circulando durante todo o dia e em sessões à noite com as mostras competitivas nacional e estadual. Desde crianças moradoras do entorno do Solar Bela Vista, que vieram participar da Mostra Infantil, até produtores do meio e fãs de cinema. O festival encerra neste domingo com seminário e exibição do longa-metragem Boi de  Prata, de Augusto Ribeiro Júnior, que está completando 40 anos de sua realização. Também haverá um seminário sobre o tema, com a presença do filho de Augusto Ribeiro,Stacy Perski, e lançamento do livro da historiadora Flávia Assaf “Boi de Prata: Estreia do Sertão do Seridó no cinema terceiro-mundista brasileiro”. A programação começa às 13h em um bate-papo do artista visual Guaraci Gabriel, criador do Goiamum Gigante instalado no jardim do Solar Bela Vista. O festival tem entrada franca.


Encontro de Realizadores teve conversas entre SAV, cineastas e instituições públicas do RN

Encontro reuniu representante da SAV, cineastas e instituições do RN. Foto: Rudá Melo


Debates

Soraya Segall, representante da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV/MinC), juntamente com a presença de representantes do setor municipal e estadual — a Funcarte/Secult, com Josenilton Tavares e Bruna Hetzel, a FJA com Amaury Jr. e Edson Soares; e participação da Fecomércio, conversaram com realizadores do audiovisual sobre novos enfoques políticos no campo das produções. Na reunião, que teve sala cheia, Soraya relatou o prazer em participar do Goiamum, qualificando o Festival como um exemplo para outros festivais do Brasil, chegando a verbalizar a intenção de sempre apoiar o evento.


 Pedro Fiuza, cineasta, qualificou a reunião como produtiva pelo seu debate técnico e político para quem atua no audiovisual e para quem estuda, com informações importantes tanto para quem sai da sala de aula sem conhecimento dos caminhos a percorrer, como os profissionais em atuação no mercado. “Foi bom colocar todo mundo na mesma sala e ver compromissos sendo assumidos”, disse ele.


 Na parte da tarde, o festival ofereceu um debate voltado para o mercado, de foco nacional, com a presença de empresas do eixo Rio-SP, como a Elo Company (SP), Mystika Filmes (SP) e Pipa Filmes (RJ). Além da continuação da exibição do Panorama do Audiovisual Baiano, com a exibição de longas e séries baianas.

 

Com ótimas exibições noturnas nos jardins do Solar Bela Vista, em um telão de 6,10 m x 4,5, na noite de sexta-feira foi dada largada na Mostra Competitiva de Curta Nacionais e Estaduais, as produções foram escolhidas a partir de uma curadoria que as dividiu em eixos temáticos — “Levante e lute” e “Todo Poder ao Povo”, respectivamente. Abrindo a competição com filmes como “Torre”, de Nádia Mangolini; “Em busca de Lélia”, de Beatriz Vieirah e “Som do Morro”, de Diana Coelho e Helio Ronyvon. Produções com temas que passaram pela Ditadura Militar, pelo Movimento Negro e pela juventude periférica de Mãe Luiza, na cidade do Natal (RN). A competição encerra no domingo, até lá os espectadores poderão fazer suas votações numa urna, de maneira presencial.

 

Também teve pré-estreia do longa “Tropikaos”, de Daniel Lisboa, da produtora baiana Cavalo do Cão. Daniel estava pela primeira vez em Natal, conhecendo o Festival Goiamum e teve a oportunidade de apresentar um filme que em breve estará nas salas de cinema. Ele mencionou a importância do festival, destacou a abordagem do tema acessibilidade, como expansão dos sentidos, e afirmou ter gostado muito do estilo de projeção ao ar livre para curtas e longas. 


O diretor também mencionou as dificuldades e decrescimento dos circuitos de editais nos últimos três anos no cenário baiano, afirmando que prejudica um ciclo estável no campo das produções e estudos para obras futuras. Isabel Raves, que estava na platéia, não trabalha com audiovisual, mas retratou o filme como a representação do estado de agonia, o caos interno de cada um e afirmou ter gostado muito do longa. Além disso, Isabel qualificou o Goiamum como um evento que tem muito a contribuir e que valoriza o mercado local. 

 

                

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