Marcelo está vivo

Publicação: 2018-01-14 00:00:00 | Comentários: 0
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Lauro Jardim
com Guilherme Amado e Mariana Alvim

Nos próximos dias, Marcelo Odebrecht completa um mês fora da prisão e continua sendo... Marcelo Odebrecht. Tem enviado mensagens, via e-mail, para um seleto grupo de ex-executivos e executivos da empreiteira. No foco não estão os negócios do grupo. Neles, não está se metendo - ainda. Tem centrado fogo em desafetos internos, como Newton de Souza e Maurício Ferro. Souza é o executivo que o sucedeu na presidência da Odebrecht e hoje vice-presidente do conselho de administração. Ferro, seu cunhado, é diretor jurídico. Assim como fazia com quem o visitava quando estava preso, Marcelo insiste em atacar a dupla. Diz que os dois deviam ser delatores também. E que lhe foram imputados crimes que ele não cometeu. Ou seja, o que Marcelo quer dizer é que se Souza e Ferro assumissem alguns delitos, sua própria pena poderia ser menor. Como resume um delator, "o Marcelo está vivo".

Marcelo está vivo 2
Marcelo Odebrecht ainda se mantém arredio a um encontro com seu pai, Emílio.

Entre FH e Lula
Na casa de Luciano Huck, há uma mesinha coalhada de porta-retratos do apresentador ao lado de diversas personalidades. Num deles, está ao lado de FH. Em outro, abraça Lula.

Na lista O nome de Rodrigo Maia estará na cartela de opções apresentadas aos entrevistados na próxima pesquisa do Ibope, a ser feita no final do mês.

Uma tonelada
Que candidato na campanha terá peito para defender o governo Temer? Uma pesquisa do Ibope feita entre 9 e 17 de dezembro nas dez maiores capitais do Brasil, com usuários de internet das classes A, B e C revela que Temer será um fardo de uma tonelada para se carregar: 90% disseram que não votariam num "candidato que defenda o governo Temer" (5% responderam que "sim").

Roubalheira em alta

Em relação à corrupção, o eleitorado confirma um poderoso mau humor com o governo: 42% e 44% avaliam que o nível de corrupção do governo Temer é igual ou maior do que o registrado nos governos Lula e Dilma. Magros 8% dos entrevistados consideram que hoje a roubalheira diminuiu.

Longe do Brasil
Rodrigo Janot vai deixar por cinco meses o Brasil. Na quarta-feira viaja para Bogotá, onde dará um curso na Universidade dos Andes sobre técnicas de investigação. Privadamente, Janot avalia que o ambiente no Brasil ainda está pesado para ele.

Resta um
A propósito, dos doze procuradores que compunham a equipe de Janot na Lava-Jato, resta apenas um sob Raquel Dodge.

Perfis falsos
Selton Mello está processando o Facebook para que a empresa abra a identidade real de dois perfis falsos. Rosa Maria Morales e Ampulhetadeagua têm entrado em sua conta no Instagram e no Facebook atacando-o com adjetivos como "pedófilo", "misógino", "machista", entre outros. Na ação, que corre em segredo de Justiça na 38ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Selton pede que o Facebook identifique os IPs dos dois usuários e os forneça com urgência a ele.

A favor
O governo ainda não admite com todas as letras, mas é simpático ao negócio entre a Boeing e a Embraer.

O ex-Trump

A rede americana de hotéis boutique Delano está desembarcando no Brasil, mais precisamente na Barra da Tijuca. É a bandeira que assumirá o cinco estrelas que foi erguido para ser a primeira unidade brasileira da rede Trump. O local chegou a ser inaugurado como Trump Hotel, mas divergências com os donos do imóvel levaram ao distrato do negócio.

Eu quero malhar Qual foi a grande resolução do brasileiro para este ano? Bem, a julgar pelos usuários do Twitter, a maior meta para este ano é..."ir para a academia", de acordo com um levantamento inédito da rede social no Brasil entre 29 de dezembro e 5 de janeiro. Em seguida, os projetos são "conseguir um novo emprego", "parar de fumar", "ler um livro por mês", "emagrecer", "viajar", "ser promovido", "entrar na faculdade", "ser mais paciente" e "beber menos".

A Inter do Brasil
A Inter de Milão está com um pé no Brasil. Assessorada por um banco brasileiro, o Modal, o time italiano (mas controlado por capital chinês) está negociando uma parceria com um time do interior paulista. O acordo envolve escolas de futebol e a construção de um centro de treinamento. Numa segunda etapa, poderá evoluir para a compra de uma participação no clube que, ao menos por ora, manterá o nome original.

Medo de que?
Fernando Collor foi o parlamentar que mais gastou com segurança privada no ano passado. O Senado ressarce esse tipo de despesa dentro da cota parlamentar. Com Collor, desembolsou um total de R$ 264 mil. O vice-campeão em gastos, Roberto Rocha (PSDB-MA), não chegou à metade disso - utilizou R$ 109 mil. Os dois estão fora da curva: 66 senadores não usam o benefício. Os outros 13 senadores que foram ressarcidos somaram R$ 95 mil com a despesa.

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