Marinha considera que crise do óleo está estabilizada

Publicação: 2019-12-01 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - A Marinha informou ontem que considera estabilizada a crise causada pelo avanço do óleo no litoral brasileiro e deve enviar de volta ao Rio, a partir de 20 de dezembro, tropas que reforçam o combate ao desastre ambiental.

"Basicamente o que toca a praia hoje são vestígios (das manchas de óleo). A quantidade é pequena. O que nos leva a falar que estamos vivendo um período de estabilização", disse o coordenador operacional do grupo de acompanhamento e avaliação da Marinha, almirante Marcelo Francisco Campos.

O monitoramento feito pelo Ibama, porém, aponta que o número de localidades atingidas continua subindo. Em 20 de dezembro, começará a segunda fase da Operação Amazônia Azul, com foco em ações de manutenção e controle, conduzidas por equipes locais da Marinha e agentes de Estados e municípios. As equipes do Rio, no entanto, devem seguir em alerta para retornar às praias em casos de emergências.

"Diria que a situação hoje é controlada, a maior parte das áreas atingidas hoje está limpa. E a quantidade de óleo que tem aparecido é cada vez menor", afirmou Campos. 

Com a decisão de desmobilizar tropas, devem retornar ao Rio de Janeiro os dois maiores navios da Marinha: o Bahia e o Atlântico.
No começo de 2020, a Marinha deve começar a 3ª fase da operação, com ações de monitoramento nas praias. O governo usará equipes da Operação Aspirantex, com agentes da Esquadra Brasileira, e da tradicional Operação Verão, para ações de prevenção da poluição hídrica. Nesta fase, serão mobilizados 5 mil militares e civis.

Segundo o almirante Campos, há 19 dias não são encontradas manchas no mar. Na última semana, 99% das ocorrências são de vestígios do óleo, afirmou. O almirante não descartou, porém, o retorno de grande volume de óleo às praias. "Em face do ineditismo dessa grave ocorrência, estamos nos preparando para tudo", disse.

Segundo Marcelo Amorim, do Ibama, a "área de interesse" das ações de combate ao óleo se estende por 4 mil quilômetros.

Responsável
As causas do derramamento são desconhecidas. Campos disse que continua sendo "uma das hipóteses" a de que o óleo tenha sido derramado pelo navio grego Bouboulina, embarcação da empresa Delta Tankers. "Estamos até analisando naufrágios da época da 2 ª Guerra Mundial. Mas o mais provável é o trânsito de embarcações com derramamento desse óleo acidentalmente ou não."

Outras análises paralelas, realizadas pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e por uma organização americana, a Skytruth, não encontraram relação entre o navio Bouboulina e o desastre no litoral.





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