Marinho Chagas morre aos 62 anos em João Pessoa

Publicação: 2014-06-01 08:42:00 | Comentários: 2
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O ex-jogador da seleção brasileira, Marinho Chagas, morreu neste domingo (1º) aos 62 anos, em João Pessoa. Ele se sentiu mal durante um encontro de colecionadores de figurinhas da Copa do Mundo. Numa Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da capital paraibana constatou-se uma hemorragia digestiva, segundo o médico que o atendeu, Charles Paulino.

Da UPA, depois que se tentou estabilizar o quadro clínico do ex-lateral esquerdo da Seleção Brasileira, ele foi transferido para o Hospital de Emergência e Trauma da Paraíba, onde morreu às 3h deste domingo (1º).

Quando sentiu-se mal, por volta das 14h30 do sábado (31) Marinho Chagas estava numa banca de revistas num shopping de João Pessoa, a convite do organizador do encontro de colecionadores de figurinhas de jogadores de futebol, Adeilson Silva.

Silva disse ao portal G1 Paraíba, que Marinho Chagas estava bem humorado, concedia entrevista, dava autógrafos e tirava fotos com os fãs e contava piadas, quando de repente ficou pálido e começou a vomitar sangue: “Uma hora ele estava bem. Na outra, estava nesta situação. Era muito sangue. Só tivemos tempo de levá-lo ao hospital”.

Em  2013, Marinho Chagas ficou 12 dias internado, entre os dias 30 de maio e 6 de junho, depois de ter sido constatada uma pneumonia e complicações decorrentes do alcoolismo.

O site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na internet, noticiou a morte. O presidente da CBF, José Maria Marin, lamenta a morte daquele que foi um grande jogador, a quem admirava pelas atuações na Seleção Brasileira e manifesta os pêsames à família.

E assim como ocorrerá pela morte do jornalista Maurício Torres, da TV Recorde, Marin anunciou que será observado um minuto de silêncio nos sete jogos deste domingo pela sétima do Campeonato Brasileiro de 2014. Homenagens poderão acontecer nos jogos do Fluminense e Botafogo, clubes que defendeu, contra o Internacional e Corintians, no Itaquerão, em São Paulo.

De acordo com Eduardo Machado, secretário de Esportes de Natal, o velório do ex-jogador acontecerá no estádio Frasqueirão e o sepultamento no cemitério Morada da Paz, em Emaús.

História


Marinho Chagas nasceu em 8 de fevereiro de 1952. Defendeu a Seleção Brasileira entre 1973 e 1974, tendo feito quatro gols. Chegou a ser treinador no Alecrim F. C e comentarista de futebol na TV Bandeirantes, em Natal.

Ele ficou conhecido entre os companheiros do Botafogo como a “Bruxa”, onde jogou de 1972 a 1976, depois de ter iniciado a carreira no Riachuelo, onde jogou de 1967 a 1968. Daí foi para o ABC, onde ficou dois anos e ganhou o título de 1970, o primeiro do tetracampeonato do alvinegro.

Do ABC, foi trocado por dois jogadores do Náutico, de onde saiu em 1972 para o Botafogo,  clube pelo qual virou ídolo e foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

Marinho Chagas foi dono de um chute potente e preciso, que lhe valeu o apelido de “patada atômica” dado por Valdir Amaral, narrador de futebol da Rádio Globo. Também foi chamado de “canhão do Nordeste”.

Ele ganhou três vezes a “Bola de Prata”, o maior troféu da imprensa esportiva concedido pela revista “Placar”, da editora Abril, em 1972, 1973 e 1981.

Neste ano, Marinho foi homenageado com uma estátua de sete metros elaborada pelo artista plástico Guaraci Gabriel. O monumento está instalado na Praça da Árvore, em Mirassol, desde 24 de abril.

Títulos

ABC, campeão potiguar em  1970.
São Paulo, campeão paulista em 1981.
Fluminense, campeão da Taça Teresa Herrera, na Espanha.
Seleção Brasileira, campeão do  Torneio Bicentenário dos Estados Unidos, em 1976.

Clubes por onde passou

1967–1968 Riachuelo (RN)
1969–1970 ABC (RN)
1970–1972 Náutico (PE)
1972–1976 Botafogo (RJ)
1977–1978 Fluminense (RJ)
1979–1979 NY Cosmos (EUA)
1980–1980 FKL Strikers (EUA)
1981–1983 São Paulo (SP)
1983–1983 Bangu (RJ)
1984–1984 Fortaleza (CE)
1985–1985 América (RN)
1986–1987 LA Heat (Alemanha)
1987–1988 Augsburg (Alemanha)

Atualizada às 10h55

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Comentários

  • rodolpho.s.alves

    Sem dúvida, o estado do RN perdeu um grande ícone do nosso futebol.

  • oficina

    Uma pessoa do bem,um proficional com muitas qualidades, que Deus o coloque em lugar especial.