MEC quer ampliar jornada escolar para 220 dias letivos

Publicação: 2011-10-08 00:00:00 | Comentários: 3
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O baixo desempenho dos estudantes brasileiros nos índices educacionais, nacional e internacional, pode ser resultado do pouco tempo que eles passam em sala de aula. O Ministério da Educação (MEC) realizou um levantamento e observou que as crianças e adolescentes do país, num comparativo com os alunos de outros países do mundo, passam pouco tempo em sala de aula. Devido a esta realidade, o MEC estuda a possibilidade de aumentar o número de dias letivos das escolas brasileiras, passando de 200 para 220, ou de ampliar o total de horas de aulas por dia.

Mas o que fazer quando as escolas dos nossos filhos só oferecem um turno escolar? A reposta é simples: buscar as atividades extracurriculares pedagógicas. Elas são capazes de estimular o desenvolvimento intelectual dos seus filhos e torná-los crianças mais curiosas. Isso porque, quanto mais tempo em contato com as disciplinas, maior a absorção do conteúdo e melhores serão os resultados de aprendizado hoje e no futuro.

Levantamento realizado pela Sociedade para Pesquisa do Desenvolvimento da Criança, nos Estados Unidos, revelou que 40% das crianças e adolescentes, com idade entre cinco e 18 anos, não realizavam nenhuma atividade fora do âmbito escolar. Do total, apenas cerca de 6% gastavam 20 horas por semana em cursos e aulas antes ou depois do horário escolar. Estes foram os que apresentaram melhor preparo educacional e psicológico.

Com a proposta de oferecer esse estimulo, será inaugurada em outubro, na capital potiguar, a franquia internacional do método FasTracKids, que tem se tornado referência mundial quando o assunto é desenvolvimento cognitivo em crianças. “Trabalhamos tanto os conceitos intelectuais, como também de desenvolvimento social entre as crianças. Tratamos em sala assuntos relevantes para o dia a dia das crianças, como criatividade, oratória, teatro, artes, e comunicação. Abordamos também temas como biologia, economia, astronomia, planeta terra, matemática e literatura. Para facilitar o aprendizado, realizamos sempre experimentos científicos em sala”, contou a diretora Karina Cavalcante, que já realiza na sede de Natal aulas para a turma denominada “Pioneiros”.

O FasTracKids foi desenvolvido nos Estados Unidos e hoje já está presente nas principais cidades do mundo. Os programas criados por ele são direcionados para crianças com idade entre dois e oitos anos, período no qual os neurônios estão se conectando. Aos oito anos de idade, 80% da capacidade de aprendizado do cérebro já está conectada. Por isso, o investimento no desenvolvimento intelectual deve ser intensificado nesta fase da vida.

“A hereditariedade determina entre 30% e 60% das conexões neurais, enquanto que o ambiente em que a criança convive determina entre 40% e 70% das conexões neurais. Muitos pais acreditam que o correto é investir na educação quando os filhos já são grandes, mas o certo é estimular desde cedo o potencial da criança. Se hoje a criança aprende mais, ela será lá na frente um estudante ainda mais preparado. O que é investido hoje durante esta fase do desenvolvimento infantil, se torna fruto no futuro.”, contou Karina.


Educação recupera escolas em Caicó
A Secretaria Estadual da Educação está concluindo a reforma e ampliação de três escolas da rede  em Caicó, por meio do Programa Brasil Profissionalizado. O custo das obras soma mais de três milhões de reais. Outras duas escolas passaram por melhorias realizadas com recursos próprios e por meio de parcerias. As Escolas Estaduais Centro Educacional José Augusto (Ceja), Calpúrnia Caldas de Amorim e o Centro Educacional de Jovens e Adultos Sen. Guerra foram reformadas e ampliadas. O projeto faz parte do Plano Estadual de Educação, que pretende melhorar a qualidade da educação com foco na sala de aula e no aluno.

Além da reforma e ampliação, as unidades foram adaptadas aos cursos de educação profissionalizante. O Plano também prevê a implantação da modalidade, ensino profissional, em dez centros que estão em construção, e em mais de 50 escolas da rede estadual nas diversas regiões do Estado.

O Ceja tem mais de 900 alunos matriculados no ensino fundamental e médio. Há vinte anos, o prédio não passava por uma reforma geral. O valor da obra foi de um milhão e seiscentos mil reais. De acordo com o diretor da escola, Roberto Sérgio Fernandes, a unidade já perdeu muitos alunos, ao longo dos anos, por não oferecer uma boa estrutura física. O Centro Educacional Sen. Guerra também se encontrava em péssimas condições: fiação exposta, quadros de giz danificados, banheiros sem condições de uso, paredes com infiltrações, salas de aula sem conforto, entre outros problemas. A escola foi totalmente recuperada em uma obra que custou mais de 458 mil reais e também incluiu a construção do saneamento, ligado a rede da cidade, que não havia no prédio.

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Comentários

  • cesar.prof

    O excelentíssimo Mnistro da Educação, Fernando Haddad, deveria ser preocupar com a qualidade das aulas que são prestadas nas instituições de ensino público, porém o que vemos é uma política apenas de ampliação de dias letivos sem se preocupar com a saúde do professor, devido ao excesso de trabalho que somos submetidos; a falta de tempo para prepararmos nossas tão almejadas aulas; a falta de oportunidades de elaborarmos aulas de campo que estimulem nossos alunos; aos poucos recursos que temos para prepararmos aulas com recursos multímidias, etc. ACORDA! ABAIXO A HIPOCRÍSIA!

  • josiasphg

    O MEC precisa rever a qualidade do tempo em que o aluno já passa na escola e não pensar em expandí-lo - o que seria ideal para reduzir o tempo dos muitos que vivem nas ruas, mas para isso nossas escolas precisam estar bem aparelhadas, as condições de trabalho, idem. O modelo dos países de primeiro mundo pode, sim, ser uma referência, mas para os países que investem em educação; precisamos, urgentemente, rever as horas já trabalhadas para poder se pensar na possibilidade de expandí-la.

  • maxhist

    A educação de Gabinetes, Por Decreto não sabem o que fazem. O triste do Professor já ganha uma miséria, com escolas precárias, alunos desmotivados e agora que aumentar a carga horária do professor e do aluno. Até parece que 20 dias a mais vai corrigir décadas de atraso e roubos nas verbas públicas da Educação. Desde algum algum Governo, alguma elite deste país se interessa em educar seu povo, dar-lhes consciência de voto? Para que? Quem paga esta conta é o povo, até parece que os Governos da Elite coloca seus filhos nas melhores escolas públicas, pelo contrário vão para as particulares e de outros países. Quantas Falácias desses Falsos Educadores de Gabinetes, nomeados por Decretos....