Meirelles garante ter apoios para confirmar candidatura

Publicação: 2018-07-13 00:00:00 | Comentários: 0
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O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles garantiu que terá votos suficientes, na convenção do MDB, para ser confirmado como o candidato do partido a presidente da República. A convenção será no dia 2 de agosto. O prognóstico foi feito pelo ex-ministro ao participar do Fórum Fiern Caminhos do Brasil, nesta quinta-feira, em um dos auditórios da Casa da Indústria, em Natal.

Henrique Meirelles defende um programa de desestatização e autonomia do Banco Central
Henrique Meirelles defende um programa de desestatização e autonomia do Banco Central

Na ocasião, Meirelles também defendeu a continuidade de reformas, com destaque para a tributária. Ele também afirmou que o país precisa de programas de desestatização e da autonomia do Banco Central.

“Daremos ênfase às reformas que já estão em andamento no Governo do Presidente Michel Temer, como a simplificação tributária e mudança do Pis/Cofins, desestatização da Eletrobrás, redução da desoneração da folha, cadastro positivo, distrato, duplicata eletrônica, reforço das agências reguladoras e nova lei de finanças públicas, entre outras”, afirmou Henrique Meirelles.

Pré-candidato à presidência pelo MDB, Meirelles fez um diagnóstico do atual cenário econômico do país  e apresentou propostas para o Rio Grande do Norte, caso vença o pleito em outubro.

Sobre a pré-candidatura, ele disse que o MDB não é um partido com “um dono” e que isso se apresenta como uma força para a sigla. Meirelles assegurou que tem ampla maioria dos votos dos convencionais do MDB, de 443 a 450, o que é suficiente para ser confirmado com candidato à Presidência.

“Tenho a convicção de que o MDB vai me achar forte [para ser candidato] nessa eleição”, comentou. A convenção do partido que deve oficializar Henrique Meirelles como candidato ao Planalto será no dia 2 de agosto, em Brasília.

Meirelles ressaltou que nunca foi candidato à Presidência da República, mas acumula resultados concretos como presidente do Banco Central e ministro da Fazenda. “Concluí que precisava a ajudar o Brasil depois da experiência que adquiri, foram oito anos somente no Banco Central”, disse.

Ele ressaltou a “importância do Nordeste para abastecimento energético do país”. O RN é responsável por 70% da geração de energia eólica nacional, lembrou. “No Nordeste temos muitas riquezas. A região não quer migalhas, mas espera um apoio digno”, frisou o pré-candidato.

O Brasil ainda está em uma situação difícil economicamente, na avaliação de Meirelles. Mas o controle da inflação, para o ex-ministro, apresenta resultados positivos. Para ele, um aspecto relevante da atual política econômica é a derrubada da inflação, que, em 2017, foi a menor em 20 anos. “Isso permitiu o Banco Central baixar a taxa de juros para que o Brasil voltasse a crescer”, avaliou.

 Meirelles mostrou, em gráficos, que o consumo das famílias caiu  -6%, em 2016, mas voltou a crescer, em  2017. O investimento caiu mais do que o consumo das família, chegando a quase -8% (2016) e se recuperou mais rápido, chegando a 5% (2017).  Meirelles afirmou que esse último ponto pode voltar a cair em função das eleições deste ano, que geram insegurança por causa de proposta de candidatos “extremistas”.

Ao destacar pontos do plano de governo que pretende apresentar durante a campanha, Meirelles citou a atualização da Lei Geral das Telecomunicações, extinção do fundo soberano, regulação do teto remuneratório, recuperação e melhoria empresarial das estatais, autonomia do Banco Central e marco legal das licitações e contratos.


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