Memorial avalia estrutura do auditório

Publicação: 2013-12-03 00:00:00 | Comentários: 0
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A Fundação Memorial da América Latina contratará o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para avaliar a estrutura do Auditório Simón Bolívar, atingido por incêndio na tarde de sexta-feira, 29. Os dois órgãos são do governo de São Paulo. O IPT fará nesta terça-feira, 3, a primeira visita técnica para avaliar o edifício.

A escolha do IPT foi definida após determinação da Defesa Civil Municipal para que o Memorial fizesse um estudo sobre a segurança do prédio. Após o incêndio, parte da estrutura metálica que sustenta o concreto do teto ficou exposta, de acordo com informações do coronel Jair Paca de Lima, coordenador do órgão da capital.

O IPT informou que a vistoria desta terça-feira será apenas preliminar, para verificar a abrangência dos danos e mostrar aos técnicos quais equipamentos serão levados ao Memorial para a análise definitiva. O laudo vai dizer se a estrutura terá de ser demolida ou qual é o tipo de restauração adequado ao edifício. O laudo será apresentado à Subprefeitura da Lapa, zona oeste de São Paulo, que entregou no sábado, 30, o auto de interdição do auditório à Fundação Memorial.

Ainda não há um cronograma para as eventuais obras. No entanto, após a conclusão das intervenções, a Defesa Civil deverá fazer uma vistoria e só então o auditório poderá ser aberto novamente ao público. Um inquérito policial sobre o caso foi aberto no 23 º Distrito Policial (Perdizes). O laudo da Polícia Científica que vai apontar as causas do acidente deve ficar pronto em 30 dias - o prazo pode ser renovado por igual período. A principal hipótese é de que tenha havido um curto-circuito que provocou as primeiras fagulhas.

Arte

As duas obras de arte mais importantes do auditório que resistiram ao fogo - o painel Agora, do mato-grossense Victor Arruda, e a escultura Pomba, do mineiro Alfredo Ceschiatti, foram vistoriadas ontem por um restaurador contratado pelo Memorial.

Na primeira análise, foram feitas apenas fotos das peças. A dúvida é se as obras poderão ser restauradas no próprio auditório ou se terão de ser removidas. As demais obras que ficavam no auditório - a maioria apenas de valor decorativo - foram retiradas anteontem por técnicos do Memorial. A exceção é a tapeçaria de Tomie Ohtake que decorava as laterais do auditório - a peça realmente foi destruída, como a fundação suspeitava.

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