Mercadante no governo

Publicação: 2015-01-06 00:00:00
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O ex-presidente Lula atribui ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) as negociações que considera desastrosas para formação do ministério do governo Dilma II. Em reunião com políticos aliados, há dias, ele afirmou, muito irritado: “Mercadante sequestrou o governo!”. Lula acha que Dilma levou em conta apenas as opiniões do ministro, que para ele não é exatamente o articulador político mais inteligente e perspicaz.

Muro das lamentações
Lula recebeu aliados que o procuraram para se queixar das escolhas da presidenta Dilma para os ministérios no segundo mandato.

Sem reserva
Após falar mal de Aloizio Mercadante, Lula pediu reserva, mas dois parlamentares presentes relataram a conversa à coluna.

Antipatia
O ex-presidente jamais escondeu sua antipatia por Mercadante. Sempre o manteve distante do núcleo de decisão do seu governo.

Me deixa
Um poço de mágoas com a sucessora, Lula teve participação discreta na posse dela. Foi embora de fininho, antes de terminar a cerimônia.

Pedido de ‘respeito’
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, saiu contando vantagem da conversa no Brasil com vice-presidente americano Joe Biden. Mas, como sempre, era tudo mentira. A conversa (com ajuda de intérpretes, claro) na posse de Dilma, na sala reservada a autoridades, foi marcada por sonoras gargalhadas, segundo diplomatas brasileiros envolvidos na assistência aos convidados. Não se ouviu uma só palavra de Maduro pedindo “respeito”, como o loroteiro venezuelano divulgaria depois.

Caiu a máscara
Está explicado por que a taxa de aprovação de Nicolás Maduro caiu para 22%, menor patamar até agora em seu mandato de dois anos.

Congresso
Que tipo de dica dará a empresa Augure, contratada por R$ 67 mil sem licitação pela Câmara para ministrar curso sobre licitações e contratos?

Faca no pescoço 
O chororô do PT e do PMDB não é à toa. Os dois partidos estão doidos para abocanhar cargos importantes no segundo escalão do governo.

Unidos...
A bancada do PMDB que apoiou reeleição da presidenta Dilma avisou ontem ao ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) que adotará postura “independente” do governo nas próximas votações na Câmara.

... na independência
Em reunião no Planalto, um grupo de deputados engrossou o coro dos descontentes de que o PMDB sequer foi consultado sobre indicação de Edinho Araújo e Eliseu Padilha, que seriam cota do vice Michel Temer.

Chá de sumiço
Nem mesmo a assessoria da Transpetro sabe o que foi, ou será, feito do presidente Sérgio Machado. Ele deveria ter retornado ao trabalho ontem após dois meses desfrutando uma “licença não remunerada”.

Mais do mesmo
O PT partiu para cima a fim de emplacar Humberto Costa (PE) na liderança do governo no Senado. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) também está no páreo. Os dois foram citados no escândalo do petrolão.

Grupo seleto
O BNDES investiu mais de US$ 32,6 bilhões no exterior desde 98, mas apenas cinco países receberam recursos em todos os anos. Argentina, Chile, Venezuela e EUA, além da surpreendente República Dominicana

Bala na agulha
Após enfrentar índios armados com arcos, flechas e câmeras de celular, a Câmara dos Deputados gastou R$ 65,5 mil, sem licitação, na compra de 26 mil balas calibres .38 e .40 para treinar Polícia Legislativa.

Chutou o balde
Os ataques de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a Arlindo Chinaglia (SP) foram vistos no PT como um sinal de que o peemedebista desistiu de tentar compor com o governo na disputa ao comando da Câmara. 

Ironias do destino
Conhecida pela irreverência após mostrar o dedo do meio à multidão, Fátima Mendonça virou piada ao se tornar justamente a ‘primeira-dama das conservadoras Forças Armadas’, com Jaques Wagner na Defesa.

Pensando bem...
... talvez seja mais fácil untar o tabuleiro econômico do Brasil sem Mantega.