Metade dos jovens de 19 anos não concluíram o Ensino Médio no RN

Publicação: 2019-06-25 11:33:00 | Comentários: 0
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No Rio Grande do Norte, metade dos jovens de 19 anos não tinham concluído o Ensino Médio em 2018. Os dados estão no Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, divulgado nesta terça-feira (25) pelo movimento Todos pela Educação em parceira com a Editora Moderna e traz dados organizados de acordo com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

De acordo com o levantamento, entre 2012 e 2018 no Rio Grande do Norte, o percentual de jovens de 19 anos que concluíram o Ensino Médio subiu de 44,1% para 50,1%, um aumento de 6,1%.
O ensino médio é considerado por especialistas como a etapa mais preocupante da educação brasileira pelos altos índices de evasão
“É uma avanço estatisticamente significante, mas um avanço ainda tímido. O modelo que temos acaba fazendo com que adolescentes e jovens saiam da escola e, mesmo os que frequentam a escola, não veem um ambiente atrativo para seguir e encaixar a ideia de escolarização do ensino médio nos seus projetos de vida”, disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação, Caio Callegari.

A conclusão do ensino médio na idade adequada ainda é um desafio, como mostram os dados do relatório. Em 2018, apenas 63,6% dos jovens de 19 anos matriculados concluíram o ensino médio. Em 2012, 51,7% dos jovens de 19 anos haviam concluído essa etapa do ensino.

Já em relação ao Ensino Fundamental, no RN, 98,4% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos estão matriculadas. Em 2012, o percentual era de 97%. De acordo com dados divulgados em dezembro de 2018, os adolescentes de 16 anos que terminaram o Ensino Fundamental em 2018 representam 60,1% da população nessa faixa etária. Em 2012, o percentual era de 53,9%. De acordo com o estudo, em todo o país essas taxas cresceram muito pouco nesses seis anos, mostrando uma estagnação. A etapa também teve uma queda no número absoluto de concluintes devido à redução da população de 16 anos no País – em 2018, foram 212.281 concluintes a menos do que em 2017.









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