Ex-presidente Michel Temer deixa a prisão

Publicação: 2019-05-16 00:00:00 | Comentários: 0
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São Paulo (AE) - Presos desde a quinta-feira passada, o ex-presidente Michel Temer e o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho foram soltos nesta quarta-feira, 15, um dia depois de a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter concedido liminar a pedido de habeas corpus. Temer deixou o Comando de Policiamento de Choque da PM de São Paulo, no centro da cidade, por volta das 13h30.

O ex-presidente Michel Temer deixou a prisão
O ex-presidente Michel Temer deixou a prisão

"Eu disse que aguardaria com toda tranquilidade e com toda serenidade a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que se deu no dia de ontem (terça-feira)", disse o ex-presidente na porta de sua casa, acompanhado de seu advogado, o criminalista Eduardo Carnelós. "Agora é só fazer silêncio."

Michel Temer e coronel Lima foram presos na Operação Descontaminação, desdobramento da Lava Jato que atribui a Temer papel de líder de organização criminosa que teria desviado R$ 1,8 bilhão em 30 anos.

"Não há dúvida que há uma evidente determinação em perseguir o ex-presidente Temer", afirmou Carnelós. O defensor reiterou a inocência de Temer e afirmou que juízes não podem se tornar "combatentes de uma causa", sob o risco de "tomar parte" nos processos. "Tenho absoluta convicção que essas acusações serão destruídas. Não há nenhum embasamento probatório consistente. Estão todas calcadas nas palavras de delatores", disse Carnelós

O defensor de Temer também elogiou o ministro Nefi Cordeiro, do STJ, responsável pelo voto mais contundente em favor da liberdade do ex-presidente. Presidente da Sexta Turma, Cordeiro afirmou em seu voto que "não se pode prender como resposta a desejos sociais de justiça instantânea".

"O juiz Nefi Cordeiro foi muito firme no seu voto, ao dizer que juiz não é combatente do crime. Nós precisamos entender que juiz é aquele que julga os fatos. Se o juiz se torna um combatente de uma causa, ele deixou de ter a indispensável isenção para julgar qualquer coisa", disse Carnelós.

Michel Temer já havia sido preso em março passado, por decisão do juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato no Rio, e solto dias depois, por determinação do TRF-2.










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