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Política
Michel Temer minimiza exigências do PSDB para apoiar Simone Tebet
Publicado: 00:00:00 - 28/05/2022 Atualizado: 23:53:26 - 27/05/2022
O ex-presidente Michel Temer (MDB) minimizou que as exigências do PSDB possam ser impasse para que os tucanos formalizem apoio à pré-candidata do MDB à Presidência, senadora Simone Tebet (MS). O ex-presidente se limitou a dizer que "não tem havido negativa de conversa" e que as notícias de diálogo, do qual ele participa, "são boas". "Política se faz dialogando. Eu tenho tido notícias desse diálogo. As notícias são boas", disse Temer durante evento organizado pela Fecomércio de São Paulo.

Reprodução
Michel Temer lembra que a campanha oficial começa dia 15 de agosto. "Tem muito pela frente", diz

Michel Temer lembra que a campanha oficial começa dia 15 de agosto. "Tem muito pela frente", diz


Simone Tebet foi escolhida pelo MDB e pelo Cidadania na última terça-feira, 24, para representar a candidatura da terceira via. Como mostrou o Estadão/Broadcast, a exigência do PSDB para aprovar o nome da senadora é de contar com apoio do MDB aos tucanos em três Estados nas eleições: Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Eldorado, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, também minimizou o embate: "Essa discussão de alguns Estados eu considero que tem sentido, mas evidentemente alguns serão resolvidos e outros não, mas isso não vai impedir que tenha a unidade. Isso não foi colocado como predefinição para a nossa decisão".

No evento da organizado pela Fecomércio, Temer disse que o resultado da pesquisa Datafolha divulgado nesta quinta-feira, 26 não impacta na escolha de Simone como nome para terceira via e lembrou que a campanha oficial só começa em agosto.

"Nós temos 4 meses e meio mais ou menos para as eleições. A campanha oficial começa dia 15 de agosto. Portanto, tem muito pela frente. E mesmo no tocante às pesquisas, você sabe que nós já tivemos eleição no domingo em que a pesquisa no sábado dava um resultado e a eleição no domingo dava outro resultado. Então imagine em quatro meses e meio o que pode acontecer, né?", afirmou a jornalistas.

O levantamento confirmou o afunilamento do embate presidencial entre o Bolsonaro e o ex-presidente Lula. Se a eleição fosse hoje, de acordo com a pesquisa, Lula venceria no primeiro turno, com 54% dos votos válidos, ante 30% de Bolsonaro. Tebet apareceu com 2%. "Ter uma opção não é uma homenagem ao candidato, é homenagem ao eleitorado, o eleitorado tem o direito de ter uma terceira opção", disse Temer.

Adiamento 

O anúncio da aliança nacional das duas legendas estava previsto inicialmente para ter acontecido na última terça-feira, 24. As diferenças regionais empurraram para o dia 2 de junho, quinta-feira da próxima semana, uma reunião da Executiva do PSDB em que o apoio ao MDB deve ser oficializado.

Apesar do “recado” de Araújo, emedebistas admitem que é inviável unir as duas legendas em Pernambuco, onde o MDB é alinhado com o PSB, e no Mato Grosso do Sul, onde Eduardo Riedel (PSDB) e André Pucinelli (MDB) são adversários. Nesses dois estados, Simone espera contar com dois palanques.

Em Pernambuco, Estado de Bruno Araújo, os tucanos já aceitaram que uma composição entre as duas legendas será difícil. Por outro lado, a cúpula do PSDB insiste em ter apoio do MDB no Mato Grosso do Sul, Estado da própria Simone. A cúpula tucana não abre mão de manter o comando da máquina estadual. Eles administram o Estado desde 2015 e querem eleger o sucessor do atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Sob reserva, integrantes do comando do MDB dizem que os tucanos lá tem um palanque muito conturbado e que Riedel é “um bolsominion”. Já André Puccinelli, o pré-candidato emedebista, tem acenado aos petistas.

Outro nó a se desatar é o Rio Grande do Sul, Estado que ao lado de São Paulo é a grande aposta do PSDB em 2022. O ex-governador Eduardo Leite é apontado pelos tucanos como candidato natural e favorito no Estado, mas o MDB local não abre mão de lançar o deputado estadual Gabriel Souza.

Em entrevista ao jornal Zero Hora, o presidente do MDB gaúcho, Fábio Branco, reclamou das declarações de Araújo e afirmou que a candidatura de Souza será mantida. Mas por outro lado é justamente no Rio Grande do Sul que está a principal base de Simone Tebet.

O coordenador de plano de governo da senadora é o ex-governador Germano Rigotto e o ex-senador Pedro Simon, decano do partido, é um dos mais ativos defensores da pré-candidatura.

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