Micros geram 10 mil empregos no RN

Publicação: 2019-03-03 00:00:00
Nos bairros mais simples ou mais nobres, nas pequenas ou nas grandes cidades do Rio Grande do Norte, as microempresas desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento da economia do Estado. Elas foram responsáveis, em 2018, pela geração de 9.904 postos de trabalho formais e pressionaram o saldo positivo de abertura de 5.542 vagas registradas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) localmente no ano passado.

Créditos: Agência SebraeEmpresa fundada por Eduardo Varela ganhou mercado e novos funcionários. Atendimento do Sebrae foi imprescindível para o negócioEmpresa fundada por Eduardo Varela ganhou mercado e novos funcionários. Atendimento do Sebrae foi imprescindível para o negócio
Empresa fundada por Eduardo Varela ganhou mercado e novos funcionários. Atendimento do Sebrae foi imprescindível para o negócio

“Esses números de 2018 referentes ao mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte corroboram o papel decisivo que os pequenos negócios desempenham na nossa economia. É inconcebível pensar em geração de novos empregos sem uma política que privilegie esses empreendimentos menores, onde ocorre a maior parte das contratações, justamente porque são predominantes. A essas empresas, todo o suporte e apoio para se manterem competitivas", enfatiza o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto.

O setor de Serviços foi o que mais contratou ao longo do ano passado. Foram 4.478 novos empregados absorvidos por empresas desse segmento. Depois, veio o Comércio com a abertura de 775 novas vagas e a Construção Civil, com 336 postos de trabalho a mais em 2018, seguida do setor Agropecuário, que gerou 309 novas vagas.

Com isso, o Rio Grande do Norte atingiu, ao longo de 2018, um estoque de 427.830 trabalhadores com carteira assinada, figurando como o quinto melhor saldo no Nordeste, atrás dos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí. Os nove Estados da região foram responsáveis por um saldo de 80.639 postos de trabalho em 2018, o que equivale a 15,2% das vagas geradas em todo o país no ano passado. 

Pequenos negócios
De acordo com o Boletim Informativo dos Pequenos Negócios do Sebrae/RN, “em dados consolidados, a taxa de criação de novos negócios no Rio Grande do Norte em 2018 apresentou uma redução em comparação com o ano anterior. De acordo com dados da Receita Federal, a quantidade de Microeempreendedores Individuais (MEI) formalizados no Estado passou de 102.073 negócios enquadrados nessa categoria para 101.273 contabilizados até dezembro do ano passado”.

Conforme o estudo, o número de formalizações se manteve mês a mês ao longo de 2018, com destaque para os meses de março, no qual foram registrado 3.996 empreendedores no Rio Grande do Norte, e também em setembro, mês em que as formalizações atingiram o pico de 4.008 registros. O Sebrae/RN explica, no Informativo, que “há explicação para a redução no número acumulado de MEIs registrados: no final de fevereiro, 15.221 CNPJ de microempreendedores foram cancelados pela Receita Federal por se encontrarem em situação irregular, o que acabou refletindo nos números totais”.

No Sebrae, consta a informação de que, atualmente, o MEI representa mais de 60% as empresas optantes pelo Simples Nacional no Rio Grande do Norte, cujas empresas foram responsáveis pela arrecadação de R$ 76,7 milhões, referentes ao recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) que é repassado aos municípios potiguares.

Optantes pelo Simples no RN

63,59% Microempreendedores Individuais


36,41% Microempresários e Empresas de Pequeno Porte

R$ 76,7 milhões foi o valor movimentado pelas microempresas no Estado ao longo de 2018 através do ISS pago aos Municípios

Fonte:  Boletim Informativo dos Pequenos Negócios do Sebrae/RN