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Brasil
Ministério da Saúde monitora 132 casos suspeitos de coronavírus no Brasil
Publicado: 00:00:00 - 28/02/2020 Atualizado: 22:48:59 - 27/02/2020
O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira, 27, que o Brasil monitora 132 casos suspeitos de infecção pelo coronavírus. Até agora, um caso da doença foi confirmado, em São Paulo. A quantidade de suspeitas deve continuar crescendo, segundo a pasta, em razão do aumento da “sensibilidade de vigilância" com a inclusão de 15 países no monitoramento. Segundo o secretário executivo do ministério, João Gabbardo, “dá para avaliar que estamos próximos de 300 casos suspeitos de coronavírus".

Pedro Paulo Souza
João Gabbardo, do Ministério da Saúde, destaca que o país está próximo de 300 casos suspeitos

João Gabbardo, do Ministério da Saúde, destaca que o país está próximo de 300 casos suspeitos



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Os critérios para a definição de um caso suspeito de coronavírus, disse o ministério, passaram a enquadrar as pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar e tiveram passagem pela Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Cingapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China, nos últimos 14 dias.

Três pessoas listadas como suspeitas não viajaram para esses países, mas tiveram contato com o paciente de São Paulo já confirmado para o coronavírus.

De acordo com o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, neste momento há mais 213 notificações que estão sendo analisadas, o que pode elevar o número.

Isso ocorre porque há uma recomendação ou notificação de casos por parte das secretarias estaduais de saúde. Os técnicos do ministério, então, examinam os dados, checam se eles preenchem os quesitos para serem considerados suspeitos e então eles começam a ser tratados assim, para ir para os testes. Mas como estão chegando muitas notificações nas últimas horas, há mais 213 que ainda não passaram por essa análise do ministério. Por isso, a expectativa é que o número de casos deve subir.

Sessenta casos suspeitos de coronavírus já foram descartados no País. Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

Vacinação contra gripe
O ministério irá antecipar a campanha de vacinação contra a gripe por causa do risco de surto de coronavírus, anunciou nesta quinta-feira, 27, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O coronavírus continua rapidamente se espalhando pelo mundo e já foi detectado em pelo menos 44 países, fora da China, em todos os continentes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas a cada momento novos países fazem anúncios de casos, ainda não contabilizados pela OMS.

Potencial para se tornar pandemia
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para a possibilidade de o avanço do coronavírus se tornar uma pandemia, mas ponderou que o surto ainda pode ser contido. “Estamos em um ponto decisivo", definiu durante entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.

Segundo dados mais recentes da entidade, 78.630 casos da doença foram registrados na China, com 2.747 mortes. Mas, de acordo com Tedros, o principal foco de preocupação se deslocou para fora do país asiático. “Nos últimos dois dias, o número de novos casos de coronavírus no resto do mundo superou o número de novos casos na China", destacou.

Ainda de acordo com a OMS, além do gigante asiático, 44 países relataram 3.474 diagnósticos do vírus, com 54 mortes. “Minha mensagem para cada um desses países é a seguinte: esta é sua janela de oportunidade. Se agirem agressivamente agora, podem conter o coronavírus e salvar vidas", disse Tedros.

A organização explicou que a maior parte dos países que já registraram a doença está em fase de importação do vírus, mas que há casos de redes de transmissões próprias. “As epidemias no Irã, na Itália e na Coreia do Sul demonstram o que o coronavírus é capaz", lembrou o diretor-geral.

O médico etíope citou a África como região que requer maior atenção, por ter sistemas de saúde mais frágeis, mas disse que todos os países do mundo têm comunidades vulneráveis. Para ele, o surto está em uma fase “delicada" e pode ir para qualquer lugar. A OMS  trabalha com autoridades japonesas para avaliar a viabilidade dos Jogos Olímpicos de Tóquio.






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