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Política
Ministro nega interferência na Lava Jato
Publicado: 00:00:00 - 24/05/2016 Atualizado: 23:25:26 - 23/05/2016
O ministro do Planejamento demissionário, Romero Jucá, negou que tenha tentado interferir nas investigações da Operação Lava Jato. Romero Jucá avaliou ainda que o escândalo envolvendo a gravação de uma conversa particular não deve atrapalhar a votação de projetos do governo federal.

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“Hoje pela manhã estive com o presidente Michel Temer e ele reafirmou o apoio à Lava Jato. Reafirmo o meu apoio às investigações e à punição a qualquer pessoa que seja que tenha algum tipo de responsabilidade”, afirmou o ministro do Planejamento, que ao dar essas declarações ainda não tinha definido que iria pedir o afastamento do cargo que ocupava no governo.

“O Brasil avança e muda de paradigma com Operação Lava Jato. Não há nenhuma mínima chance de qualquer interferência do Executivo sobre qualquer investigação”, completou, durante entrevista coletiva.

Jucá disse que o próprio Temer solicitou que ele convocasse a imprensa para dar esclarecimentos sobre a conversa tida com o ex-senador Sérgio Machado, ocorrida em um café da manhã na casa do ministro.

“O presidente Temer reafirma a posição do governo em colaborar e prestar todas condições de suporte para que a operação (Lava Jato) e seu resultado possam ser feitos de maneira célere sem proteger quem quer que seja”, acrescentou.

Apesar de já haver pressões no Congresso Nacional para que Jucá deixe o ministério, ele garantiu, na entrevista, que só irá entregar o cargo se Temer assim o desejar. Mas, no período da tarde, Romero Jucá anunciou que iria pedir licença da função que exercia no governo e ficar afastado até um posicionamento do Ministério Público.

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