Misturando a música no Festival Mada

Publicação: 2011-10-07 00:00:00 | Comentários: 0
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De volta após a não realização em 2010, Festival Mada tem a árdua tarefa de montar uma programação híbrida que atraia público, entre os nomes consagrados e artistas ainda desconhecidosO Festival Música Alimento da Alma está de volta. Após a ausência no ano passado, o encontro de música mais popular e pop da cidade retorna à Arena do Imirá para dois dias de diversidade sonora. O Mada, que completa 12 anos e mais de 370 shows nas costas, manteve a postura de sempre: sem medo de circular entre as atrações musicais mais conhecidas do grande público, e aquelas que ainda circulam em pequenos grupos, cults ou desconhecidas. E seguindo isso tem um pouco de tudo: reggae, pop/rock dos anos 80, indie rock, regionalismo, rap,  lounge music e funk carioca. Para balancear com Natiruts e Biquíni Cavadão, os nomes mais conhecidos dessa edição, vem Marcelo Jeneci, um dos nomes mais cultuados da nova MPB. Há apostas como os curitibanos do Sabonetes, e o cabaré francês dos pernambucanos Dessinée. E quem quiser pode baixar até o chão com a banda Emblemas na tenda eletrônica.


Sexta-feira

NATIRUTS (DF) – 2h:
 Surgido em meio universitário no final dos anos 90, o Natiruts ganhou as paradas nacionais ao dar um tempero pop/romântico ao reggae roots. Em sete álbuns, emplacaram sucessos como “Presente de um beija-flor”, “Não chore meu amor”, “Quero ser feliz também”, “Natiruts reggae power”, “Deixa o menino jogar”, “Naticongo”, “Raçaman”, “Groove bom”, “Sorri, sou rei”, entre outras.

Mundo Livre S.A.MUNDO LIVRE S/A (PE) – 0h30:
Uma das bandas legendárias do Mangue Beat já foi definida como  um misto de “Jorge Benjor e Sex Pistols no mesmo groove”. É mais ou menos por aí o conceito de samba-rock psicodélico praticado por Fred 04 e seus asseclas. Músicas cheias de balanço aliadas a letras maliciosas/nonsense/apocalípticas. No palco do Mada já vai rolar uma prévia do novo disco. Boas canções para segurar o show não faltam, como “Meu esquema”, “Inocência”, “Muito obrigado”, “Maroca”, “Melô das musas” e “Livre iniciativa”.

DuSoutoDUSOUTO (RN) – 0h:
Uma das bandas mais queridas do circuito alternativo natalense. O trio conquistou cinturas ao criar uma mistura azeitada de samba-rock, jungle, dub, reggae e funk, aliadas a letras despretensiosas e enfumaçadas. O repertório vai seguir os dois álbuns já lançados, além de músicas novas que o grupo vai soltando a cada temporada.  “Cretino”, “Cinderela”, “Black Point”, “Iê Mãe Jah”, “Samba Souto”, “Aonde está o meu outro par da sandália Havaiana?”, “Fazendo a cabeça”, entre outras.

SABONETES (PR) – 23h30:
A banda nasceu nos corredores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e já é tida como uma das promessas do rock/pop atual, com potencial para estourar nacionalmente. O quarteto curitibano teve o primeiro disco produzido por Rick Bonadio, atual “Midas” do rock nacional, e lançado em 2010. As músicas “Hotel”, “Marca página” e “Quando ela tira o vestido” são algumas.

FalujaFALUJA (DF) – 23h
Banda que nasceu como a típica animadora de bailes e festas, com repertório recheado dos hits, passou a investir em composições próprias a partir de 2011. O trabalho autoral tem grandes doses de rock, pop, reggae e soul. O grupo já tem uma música de trabalho com vídeo: “Flor do meu jardim”.

TIPO UÍSQUE (RJ) – 22h30:
Um toque feminino e cool no palco. A banda Tipo Uísque nasceu formado apenas por garotas, mas recebeu dois integrantes homens para balancear seu rock cantado em inglês, inspirado no indie rock mais glamouroso da safra atual. As canções “Eyes for eyes” e “Fight it” têm nítida inspiração em bandas como o Yeah Yeah Yeahs. As meninas seguem a tendência new wave atual e também capricham no visual descolado e chique.

#saibamais#PLANANT  (RN) – 22h:
O quarteto já tem chamado a atenção do segmento indie/rock da noite natalense. O som, eles mesmos definem:  “músicas calcadas na lição deixada pelas bandas que definiram o que hoje compreendemos como rock, e como pop: fortes, mas leves. Cristalinas, mas pegajosas.  As referências são o BritPop e o rock alternativo.

AK 47 (RN) – 21h30:
“Som intenso, pesado e fluído”. É como se apresenta o AK 47, orgulho dos apreciadores de música alta e rápida da cidade. As canções falam sobre poder, autoridade, hierarquia e dogmas religiosos e sociais. As músicas dão ideia da pegada da banda: “Festa no cativeiro”, “Infecção”, “Holocausto” e “Verme”. Cabe um toque teatral na performance do grupo, circulando entre o metal e o progressivo.

A NAVE (PE) – 21h:
O grupo recifense A Nave engrossa as fileiras do novo rock nacional melódico, com influências visíveis de Los Hermanos e companhia. A banda traz membros de grupos como Seu Chico e Mula Manca entre outros. No YouTube pode ser conferida a canção “Vou te pentear” e “Cafuné”. Romantismo com guitarras arrastadas.

PedubreuPEDUBREU (RN) – 20h30:
Vindos de São Gonçalo do Amarante, o quarteto potiguar se utiliza da música folclórica regional para passar sua mensagem aos ouvidos urbanos. Um dos seus shows recentes se chama “Rompendo Paradigmas”, ressaltando a proposta. No palco, eles afirmam que a banda “conta, canta, retrata e evidencia os costumes populares em todos os sentidos - música, cores e movimentos”.

MC PRIGUISSA (RN) – 20h:
O “original raggammufin de Natal”. É o homem que trouxe os novos batidões da Jamaica para as pistas natalenses. Priguissa usa todo o seu ‘riddim’ para mandar canções cheias de malícia e balanço às plateias. Músicas como “Essa boe”, “Mulher verão”, “Louka”, “Menina loucura” e outras mais só querem mover cinturas e chamar o povo pra dançar. E geralmente conseguem.


Sábado

Marcelo JeneciMARCELO JENECI (SP) – 0h:
O compositor e multiinstrumentista um dos nomes mais elogiados da nova geração de talentos da MPB. Seu primeiro disco, “Feito pra acabar”, apesar de ter sido lançado em dezembro de 2010, continuou rendendo fãs e comoção ao longo de 2011. A canção “Felicidade” é o primeiro grande sucesso. Antes disso, ele já havia composto “hits” para outros colegas, como “Amado”, para Vanessa da Mata. As canções de Jeneci são melódicas e sentimentais, numa linguagem apurada e ao mesmo tempo simples. Apesar de ser um jovem veterano no meio, o artista parece ter ainda muito para oferecer. Ele divide os vocais com a parceira de palco, Laura Lavieri.

BIQUÍNI CAVADÃO (RJ) – 1h:
Os anos 80 ainda não deixaram a memória popular. Vide a expectativa que a nova apresentação da banda Biquíni Cavadão no Mada está causando nos muitos fãs que ainda orbitam por aí. Apesar de ter um novo disco engatilhado para 2011, o “Roda gigante”, são os hits de 20 anos atrás que emocionam o público. Todos deverão cantar junto músicas como “Timidez”, “Tédio”, “Zé Ninguém”, “Vento ventania”, “Janaína”, etc. Músicas de contemporâneos também estão no roteiro, como “Astronauta de mármore”, “Toda forma de poder” e “Romance ideal”.

UskaravelhoUSKARAVELHO (RN) – 23h30:
A banda comemorou 10 anos de palco em 2011. O som nasceu calcado no pop/rock nacional dos anos 80, e os Uskaravelho absorveu isso quando lançou suas composições próprias. Só lançou um disco autoral, o “Novas ideias”, em 2004. O grupo pretende lançar um EP de inéditas ainda este ano.

FUSILE (MG) – 23h:
Os mineiros prometem meia hora de balanço no palco do Mada. O som do grupo circula entre o rock, ska, ritmos latinos e swing jazz/funk, numa mistura que eles mesmos não conseguem classificar. Antes de lançar seu primeiro CD, o Fusile entrou na programação da Oi FM com a música “Blue Blood”. Seu primeiro EP se chama “The coconut revolution”.

Maguinho daSilvaMAGUINHO DA SILVA (RN) – 22h30:
Paulo Ricardo Gomes é veterano da música alternativa natalense. Sua mais nova ‘encarnação’ musical, Maguinho da Silva, acabou de lançar um elogiado CD: “E o pior é que isso tudo não é ficção”. O som é samba-rock  torto, com letras sobre loucuras cotidianas.

BANDE DESSINÉE (PE) – 22h:
O sexteto pernambucano  é inspirado pela música francesa dos anos 60 e 70. Essa é a base. Ao redor dela, usam ritmos franceses, caribenhos, norte-americanos e pernambucanos. O grupo afirma que sua música vai muito além da ‘chanson française’, podendo se movimentar por vários gêneros. Ou seja, está mais para Serge Gainsbourg do que para Edith Piaf. A banda canta em português, francês e italiano. O primeiro CD será lançado neste mês.

NORDESTENATO (RN) – 21h30:
Um dos heróis do hip hop potiguar. Apesar do nome, sua música não é adepta de fusões regionais, sendo mais calcada no rap convencional de beats lentos e secos. Entre as novas músicas do grupo estão “Humanidade”, “O que é meu”, “Tudo de bom”, “Vamos dançar” e Vem pra festa”.

Venice Under WaterVENICE UNDER WATER (RN) – 21h:
Formada em 2008, o Venice Under Water gosta de tocar alto e rápido. O som é pesado e parte instrumental bem trabalhada – com duas guitarras. A maior parte de suas composições são em inglês, em músicas como “Close to the end”, “Without me you are everything”, “Mental trigguer” e “Half dead”.

SUNSET BOULEVARD (RN) – 20h30:
Rock tradicional, inspirado no peso dos anos 70 e 80 (com algo de metal), mas estrofes e refrões com intenções pop. Entre suas músicas estão “Malibu (a way of life)”, “There’s nothing without trust” e “Lights and spotlights”.

MATUPIRA (RN) – 20h:
Banda formada com vista para o mar de Ponta Negra. Todos os integrantes são surfistas. Eles avisam: “as principais canções são sobre diversão, surf e amor”. Uma das músicas se chama “Vida surf”, e o som segue todo com a pegada “ensolarada” da praia...

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