Momento da decisão surpreende cúpula do PSDB

Publicação: 2017-11-14 00:00:00 | Comentários: 0
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São Paulo (AE) - A decisão do tucano Bruno Araújo (PE) de deixar o cargo de ministro das Cidades pegou de surpresa os principais dirigentes do PSDB, apesar de ele ter dito que conversou "com vários quadros do partido" antes de apresentar a carta de demissão.

O novo presidente interino da legenda, Alberto Goldman, e os demais integrantes da executiva não foram avisados previamente. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, que está em Roma, também não.

"Foi uma decisão pessoal dele, até porque o PSDB não indicou nenhum ministro. O partido decidiu ajudar o governo nas reformas e medidas estruturantes que o País precisa. Vai continuar da mesma forma, seja com quatro ou nenhum ministro", disse Alberto Goldman ao Estado.

Um dos poucos consultados por Araújo foi o governador de Goiás, Marconi Perillo, que está em campanha para presidir o PSDB. "A saída do ministro Bruno Araújo mostra que o afastamento natural e elegante é o melhor caminho e que é falsa a afirmação de que o PSDB se resume a um plebiscito entre aqueles que querem ficar ou sair do governo Temer. O gesto do deputado Bruno é decisivo para a unidade do partido", disse Perillo.

"Não foi decisão partidária, mas um movimento meu sintonizado com a compreensão política que tenho do momento", disse Araújo à Globonews.

Segundo interlocutores, Aloysio Nunes não planeja seguir o caminho de Bruno Araújo por ora. O plano inicial era ficar até abril, quando deve deixar o governo para disputar a reeleição ao Senado por São Paulo.


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