Moro intensifica articulações para transição na Segurança

Publicação: 2018-11-09 00:00:00 | Comentários: 0
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Brasília (AE) - Em menos de 48 horas em sua primeira viagem a Brasília após ser anunciado como futuro ministro, o ainda juiz federal Sérgio Moro imergiu na transição governamental e na política. Oficialmente de férias da magistratura, aplicou-se em reuniões em série, de até 3 horas de duração, como a que teve com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, ou mais curtas, com o ministro da Justiça, Torquato Jardim. As duas pastas vão se juntar e estarão sob seu comando a partir de janeiro.

Sérgio Moro defende endurecimento na execução das penas para crimes violentos
Sérgio Moro defende endurecimento na execução das penas para crimes violentos

Transitou entre o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - o quartel general da transição - e o Palácio da Justiça, futuro endereço profissional, em substituição à 13.ª Vara Federal de Curitiba (PR), onde participou desde o início da Lava Jato - considerada a maior operação de combate à corrupção da história do País.

Sistemático, enfatizou em repetidos encontros as duas prioridades de sua futura gestão - o combate à corrupção e o enfrentamento ao crime organizado. Esteve reunido com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, com quem tratou da formação do ministério.

Na apertada agenda, almoçou na quarta-feira na presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao lado de Bolsonaro, e nesta quinta em um restaurante na área comum do CCBB, ao lado de visitantes do espaço cultural, jornalistas e lentes fotográficas A refeição consistiu em picadinho de carne, arroz branco e polenta cremosa com molho de tomate. Para beber, refrigerante e café.

Sem assessoria de imprensa, cuidou pessoalmente dos compromissos. "São diversas reuniões, assuntos complexos. Vou ficar devendo mais detalhes", disse a repórteres, que queriam saber sobre os compromissos atendidos e ainda a cumprir, após o almoço no CCBB. Esquivou-se de perguntas, lembrando que tinha dado longa coletiva de imprensa em Curitiba na véspera da viagem a Brasília

Recados
Além de começar a planejar o futuro superministério da Justiça, mandou recados para o Congresso Nacional sobre mudanças legislativas que desejará ver aprovadas. Entre elas, a destinação de recursos das loterias para o Fundo Nacional de Segurança Pública e o endurecimento na execução das penas para crimes considerados violentos, como homicídios qualificados.

Mas também ouviu do ministro Jungmann e do Departamento Penitenciário Nacional o diagnóstico do governo atual de que é preciso conter o encarceramento em massa. Se o presidente eleito fala em "prender e deixar preso" e não apresentou propostas para reduzir a superlotação, Moro disse que a questão carcerária é um problema sobre o qual está refletindo "da forma mais apropriada".



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