Moro manda PF verificar deputado em inquérito

Publicação: 2019-09-11 00:00:00 | Comentários: 0
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São Paulo (AE) - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, determinou que a Polícia Federal investigue a suposta inclusão fraudulenta de um homônimo do deputado federal Hélio Negão (PSL/RJ) em inquérito aberto para investigar crime previdenciário. Amigo do presidente Jair Bolsonaro, o deputado não é alvo da investigação.

Em ofício encaminhado na segunda-feira, 9, ao diretor-geral em exercício da PF, delegado Disney Rossetti, Sergio Moro determina "a imediata apuração dos fatos no âmbito administrativo e criminal, com a identificação dos responsáveis". No despacho, o ministro da Justiça faz menção à notícia de que o investigado no Rio seria homônimo de deputado.

"Diante da notícia publicada da aparente inclusão fraudulenta do nome do deputado federal Hélio Negão em inquérito que tramita perante a Polícia Federal do Rio de Janeiro e que teria por objeto condutas de pessoa com o mesmo apelido, isso, segundo a matéria, com o aparente intuito de manipular o Governo Federal contra a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, determino a imediata apuração dos fatos no âmbito administrativo e criminal, com a identificação dos responsáveis", destacou Moro Ele pede a Rossetti que o mantenha informado sobre os desdobramentos da investigação.

Superintendente
A inclusão supostamente forjada de um homônimo do deputado federal Hélio Negão no inquérito sobre crime previdenciário teria sido o estopim da crise que derrubou o superintendente da Polícia Federal no Rio, delegado Ricardo Saadi.

No dia 15 de agosto, o presidente antecipou a saída de Saadi da superintendência do Rio, atribuindo ao delegado problemas de baixa "produtividade" - a reportagem apurou, no entanto, que ele era um dos mais bem avaliados no Índice de Produtividade Operacional (IPO), que mede o desempenho das superintendências da corporação em todo o País.

A declaração de Bolsonaro causou indignação entre policiais federais e foi interpretada como uma interferência do presidente na corporação, e quebra de sua autonomia. Mesmo com as críticas, Saadi teve a exoneração publicada na edição do Diário Oficial da União do dia 30 de agosto.



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