Morre o historiador e escritor Lenine Pinto

Publicação: 2019-06-23 09:37:00 | Comentários: 0
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Morreu, na madrugada deste domingo, 23, em decorrência de complicações causadas por uma pneumonia, o historiador Lenine Pinto, de 89 anos. Ele estava internado no Hospital São Lucas, na zona Leste de Natal. O comunicado sobre a morte do pesquisador foi divulgado na manhã deste domingo pela Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL), instituição da qual fazia parte como membro desde 2003. 

Lenine Pinto lançou em 2015  O mando do mar, em que reforma tese sobre o Descobrimento
Historiador que estava internado no Hospital São Lucas faleceu nesta madrugada 

De acordo com o comunicado, o velório do pesquisador ocorrerá a partir das 10h deste domingo, no Centro de Velório do Grupo Vila na Rua São José, no Barro Vermelho. A cerimônia de cremação será na segunda-feira, 24, restrita aos familiares de Lenine Pinto. 

Carreira
Ao longo da carreira, Lenine se dedicou às pesquisas sobre história de Natal na 2ª Guerra Mundial e uma nova tese sobre o marco do Descobrimento do Brasil.

Principal defensor da tese de que o Brasil foi “descoberto” pelo Rio Grande do Norte e autor de diversos livros sobre o passado de Natal, o historiador Lenine Pinto estava internado em estado grave na UTI da Casa de São Lucas. Segundo informações da Academia Norteriograndense de Letras (ANRL), da qual era membro desde 2003, Lenine foi hospitalizado no dia 22 de maio – 10 dias após completar 89 anos. O quadro era de pneumonia. 

Lenine viu sua tese do descobrimento ganhar nova atenção no ano passado devido a a campanha “Tudo Começa Aqui”, da
Secretaria de Turismo do RN. O tema inclusive gerou debates na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Natal, além
uma série de mesas redondas com pesquisadores prós e contras a tese.

Os livros de Lenine sobre o assunto são “A Reinvenção do Descobrimento" (1998), “Ainda a questão do descobrimento"
(2000) e “O mando do mar" (2015). Mas o historiador também era um profundo estudioso da presença americana no RN durante 2ª Guerra, sendo ele uma testemunha daqueles tempos. Seus livros sobre o tema são “Natal, RN” (1975) e “Os americanos
em Natal” (1976). “Natal, RN”, por sinal, foi relançado em 2018 depois de anos esgotada. 

Segundo Abimael Silva, do Sebo Vermelho, editora que relançou o livro, a obra é leitura obrigatória para todos que buscam conhecer à fundo o bairro da Ribeira, já que, embora a publicação seja sobre Natal, a maior parte do conteúdo é sobre o velho bairro da parte baixa da cidade.

Pouco lembrado, o trabalho de Lenine para difundir o Xadrez em Natal foi destacado recentemente nas redes sociais pelo jornalista Valério de Andrade. “Lenine Pinto foi, em 1954, o responsável pelo ressurgimento do xadrez em histórico torneio que contou com 60 participantes divididos em duas categorias. Responsável por outros significativos torneios, Lenine fez no Diário de Natal uma cobertura enxadrística inédita na imprensa potiguar”, escreveu Andrade.







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