Movimento questiona patrocínio na pandemia

Publicação: 2020-05-24 00:00:00
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O movimento liberal Livres ingressou esta semana com uma Ação Civil Pública conta o Governo do Estado do Pará e o Banpará pelo repasse de R$ 2,4 milhões para quatro clubes de futebol do estado. “Qual o intuito da destinação dessa verba em um momento em que o país vive sua maior tragédia sanitária, economia e social dos últimos cem anos”, questiona Paulo Gontijo, diretor-executivo do Livres.

O Estado do Pará chegou a fazer um pedido de empréstimo junto ao Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) no valor de R$ 100 milhões para custear o projeto "Pará contra o coronavírus". “O incremento de R$ 2,4 milhões para patrocínio de atividades de clubes de futebol afronta completamente o princípio da moralidade administrativa e, também, o princípio da vedação de comportamentos contraditórios, porque, se você está precisando de dinheiro, como é que você vai financiar questões de futebol, de autonomia privada?”, questiona o advogado do movimento e autor da peça, Irapuã Santana.

Dos R$ 2,4 milhões liberados pelo governo paraense, R$ 1 milhão ficará com o Remo, R$ 1 milhão com o Paysandu, R$ 200 mil com o Independente de Tucuruí e R$ 200 mil com o Bragantino-PA. 

Séries C e D

Esses valores são uma saída para os problemas financeiras que os clubes vêm tendo durante a pandemia.

O contrato, que prevê a exposição da marca do banco do estado nas camisas oficiais dos clubes, placas de publicidade nos jogos e disponibilização de camarotes nos estádios. 

O projeto, que vale até o final do ano, foi assinado pelo Governador Helder Barbalho, o presidente do Banpará, Braselino Assunção e o vice-presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) Maurício Bororó. 





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