MPF descarta relação com ‘Regresso’

Publicação: 2013-04-27 00:00:00 | Comentários: 0
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O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) confirmou que a operação da PF não tem ligação com uma outra denúncia feita pelo órgão e que envolveu o empresário Franklin do Amaral Gurgel e sua mulher Ana Karina Guedes. O casal foi denunciado à Justiça por sonegação de impostos e por prestarem informações falsas, caracterizando crime contra a ordem tributária.

Em 2000, Franklin utilizou uma conta bancária de Ana Karina para movimentar R$ 5.146.972,69.  De acordo com a assessoria de imprensa do MPF, a Polícia Federal ainda não repassou o inquérito relativo à Operação “Absconso” e o órgão não tem mais informações sobre o caso.

A movimentação financeira do casal e a sua origem não foram declaradas e, segundo análise da Receita Federal, os recursos recebidos eram oriundos, em grande parte, de operações ilegais de câmbio, realizadas através da empresa na qual os dois eram sócios, a FK Turismo Ltda. (nome de fantasia Master Turismo).

Ao efetuarem as operações de compra e venda de moeda estrangeira, omitindo os rendimentos obtidos, eles reduziram ilegalmente os valores de diversos impostos e contribuições obrigatórias. Nesse período, a omissão de receitas resultou em um valor inicial de R$ 2.218. 084,27 em tributos não pagos. A denúncia aponta que Franklin do Amaral Gurgel se tornou sócio da empresa, oficialmente, apenas em 2002, no entanto as investigações levam a crer que, desde a sua criação, a Master Turismo pertencia a ambos.

De acordo com o MPF, ele atuava como “doleiro”, comandando um esquema criminoso que contribuía para a saída ilegal de divisas do país. O casal foi investigado na “Operação Regresso” e denunciado, em junho de 2009, juntamente com cinco funcionários da empresa: Ricardo Feitosa de Andrade, Francisco Carlos Ferreira dos Santos, Marcos Vinício Ribeiro, Paulo Roberto Correia de Melo e Genilson da Silva Avelino.

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