MPRN estima economizar R$ 30 milhões com placas solares

Publicação: 2019-10-27 00:00:00
Ao longo dos próximos 20 anos, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) estima economizar R$ 30 milhões com a geração própria de energia a partir dos painéis solares fotovoltaicos instalados em suas unidades em Natal e no interior do Estado. A instituição estima gerar 1.500 kWp num projeto dividido em três fases. O valor total da primeira etapa do projeto foi de R$ 1.130.937,90 reais.

Créditos: Álvaro MirandaTeto do Anexo 1 da PGJ, em Candelária, está coberto por painéis solares que geram energia  e economia para o Ministério PúblicoTeto do Anexo 1 da PGJ, em Candelária, está coberto por painéis solares que geram energia e economia para o Ministério Público
Teto do Anexo 1 da PGJ, em Candelária, está coberto por painéis solares que geram energia e economia para o Ministério Público

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O MPRN é o único órgão público estadual que adotou, até hoje, essa modalidade de matriz energética com vistas à redução de dispêndio de dinheiro público nas contas de luz. Desde que os módulos passaram a gerar energia excedente, a instituição economizou cerca de R$ 75 mil.

A primeira etapa do projeto, já concluída, contemplou a instalação de 918 módulos fotovoltaicos divididos em sete cidades, totalizando uma potência instalada de pico de 344 kWp. Os prédios do MPRN nos quais os equipamentos foram colocados estão em Natal Anexo I (em frente à sede da Procuradoria Geral de Justiça, em Candelária), além de unidades em Parnamirim, Ceará-Mirim, Assu, Mossoró, Currais Novos e Caicó. Em alguns prédios, o custo com a energia elétrica caiu 95% após a instalação dos painéis solares.

O procurador-geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite, afirma que a ideia de instalar os painéis solares “surgiu da vontade de inovar, aliada com a busca das políticas públicas de sustentabilidade dentro do MPRN e com o aumento do mercado de energias renováveis”. O estudo que culminou na implementação da tecnologia no MPRN foi realizado pelo engenheiro eletricista Jaques Pereira Delgado, lotado no Setor de Obras e Projetos do órgão, à época.

Segundo o MPRN, ele foi capacitado para avaliar a viabilidade econômica da implantação de energia solar por meio de pesquisa de mercado e visita em locais onde o sistema já havia sido implantado. “Uma vez visto haver viabilidade financeira, levantou-se o número de prédios com maior potencial para instalação utilizando os seguintes critérios: quantidade de área de cobertura, facilidade de instalação e posterior operação do sistema”, lista Eudo Rodrigues Leite.

Toda a energia gerada nessa nova matriz energética em suas unidades é utilizada pelo próprio Ministério Público do Rio Grande do Norte. Os prédios que geram mais energia do que consomem, transformam esse excedente em créditos de energia que são utilizados em outros prédios que não possuem geração.

O projeto foi pensado para gerar redução máxima em todos os prédios do MPRN, instalando placas na menor quantidade possível de unidades, de acordo com as áreas de disponibilidade. “Ou seja, o objetivo, é gerar o máximo possível na menor quantidade de prédios, que exportarão créditos para os demais, evitando assim que seja instalado placas em imóveis locados”, esclarece o procurador-geral de Justiça.

A segunda fase do projeto está em processo de licitação, com previsão da instalação de mais 701 kWp. As cidades que fazem parte da segunda fase são: Alexandria, Angicos, Apodi, Areia Branca, Arêz, Canguaretama, Caraúbas, Extremoz, João Câmara, Luiz Gomes, Macaíba, Martins, Monte Alegre, Mossoró (ampliação), Natal (no prédio sede da PGJ), Nísia Floresta, Nova Cruz, Parelhas, Pau dos Ferros, Santana do Matos, Santo Antônio, São Gonçalo do Amarante, São José do Mipibu, Tangará e Upanema.

Números de destaque do setor no Rio Grande do Norte:

Economia e Sustentabilidade
No Rio Grande do Norte, somente 2% dos empreendimentos que utilizam painéis solares para geração de energia elétrica são ligados ao Estado/União. São eles:

Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN)
Fonte: Radiação Solar

Prédios em Mossoró, Lajes, Natal, João Câmara, Parnamirim, Nova Cruz, Caicó, Canguaretama, Ceará-Mirim, Currais Novos, Parelhas, Pau dos Ferros, Santa Cruz, Macau, Ipanguaçu, São Gonçalo do Amarante, São Paulo do Potengi

Potência Instalada: 1.337,76 kW/h

Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN)
Fonte: Radiação Solar

Prédios em Mossoró, Parnamirim, Caicó, Açu, Currais Novos, Natal e Ceará-Mirim

Potência Instalada: 299,60 kW/h

Órgão: Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa)
Prédios em Angicos, Mossoró, Carúbas e Pau dos Ferros

Potência Instalada: 191,10 kW/h

Sol gerando energia elétrica

Veja abaixo informações sobre Energia Distribuída no Rio Grande do Norte:
1.986 empreendimentos com geração distribuída;

28.264,62 kW de potência instalada;

1.374 empreendimentos residenciais (69%);

502 empreendimentos comerciais (25%);

40 empreendimentos do Poder Público (2%);

35 empreendimentos rurais (2%);

35 empreendimentos industriais (2%).

Vantagens da geração distribuída
Sustentabilidade – Os Painéis fotovoltaicos são 99% recicláveis e produzem energia elétrica por 25 anos, em média, de forma limpa e renovável.

Eficiência – Como a geração distribuída permite a produção de energia no seu ponto de consumo, a prática possibilita um alívio da carga demandada das centrais geradoras convencionais.

Economia – Os painéis fotovoltaicos tem vida útil de aproximadamente 25 anos. Seu investimento inicial pode ser retornado em até 10 anos, em média, o que aponta uma redução significativa na conta de energia a longo prazo.



Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern)