MPRN revela esquema que ‘lavava’ dinheiro do tráfico

Publicação: 2015-09-26 00:00:00 | Comentários: 0
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Uma organização criminosa que promovia o tráfico de drogas com a lavagem de dinheiro, onde as riquezas eram acumuladas em imóveis e joias. Esse cenário foi o revelado ontem (25) pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte na operação Citronela, deflagrada nas primeiras horas desta sexta-feira. O investigado apontado como líder da organização é Joel Rodrigues da Silva, conhecido como “Joel do Mosquito”, que atua há vários anos na comunidade conhecida como “Favela do Mosquito”, no bairro das Quintas em Natal e possui condenação criminal por tráfico de entorpecentes.
CedidaNa operação deflagrada na favela do Mosquito, foram apreendidas armas, jóias, drogas e celularesNa operação deflagrada na favela do Mosquito, foram apreendidas armas, jóias, drogas e celulares

Segundo a denúncia do Ministério Público, “Joel do Mosquito” construiu um grande patrimônio em nome de terceiros, mas que era todo gerenciado por ele e acumulado a partir de recursos do tráfico de drogas. Na operação de ontem foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, dois de prisão, com a participação de 12 Promotores de Justiça do GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, 150 Policiais Militares e 16 Policiais Rodoviários Federais.

A Justiça determinou a indisponibilidade dos bens dos investigados e das empresas utilizadas para lavagem de dinheiro. Foi preso o líder da organização, Joel Rodrigues, e seu irmão Eduardo Rodrigues. Foram apreendidas armas, drogas e considerável quantidade de dinheiro. Além dos irmãos, foram presas outras 12 pessoas.

Segundo a denúncia do Ministério Público, ao longo da investigação ficou comprovado que o grupo é responsável pela gestão de um elevado patrimônio, avaliado em mais de um milhão de reais, composto por automóveis de luxo, apartamentos, terrenos em condomínios de praias e em outros locais de alta valorização imobiliária e uma empresa de construção civil. Além disso, a organização criminosa mantinha também dois salões de beleza e cafeteria em área nobre da capital. De acordo com o MP, no entanto, não é possível apontar a origem de todo esse patrimônio, já que foi "amealhado com os proventos adquiridos com o tráfico de drogas", sendo o patrimônio registrado e gerido em nome de "laranjas".

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