Mulheres contra Bolsonaro protestam neste sábado no Brasil e em vários países

Publicação: 2018-09-29 15:06:00
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O movimento Mulheres contra Bolsonaro, que através da hashtag #EleNão reuniu milhões de apoiadores nas redes sociais do Brasil e do mundo, inclusive a rainha do Pop Madonna, vai neste sábado, 29, às ruas protestar contra a candidatura do capitão da reserva Jair Bolsonaro, que concorre à Presidência da República pelo PSL neste pleito e lidera as recentes pesquisas de intenção de voto.

O movimento planeja protestos em cerca de 100 cidades do Brasil, além de vários países como Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Austrália, Canadá e Inglaterra, entre outros. Em Natal, o ato está marcado para acontecer na tarde deste sábado no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Bernardo Vieira.
Créditos: Cledivânia PereiraMulheres se reúnem para ato contra Bolsonaro em NatalMulheres se reúnem para ato contra Bolsonaro em Natal

Concentração para o ato contra Bolsonaro em Natal

Nas redes sociais já circulam vídeos com manifestações, como em Mossoró (RN), Juiz de Fora (MG), Londrina (PR), além de Lisboa, Paris e Genebra. Em Genebra, uma das principais cidades da Suíça, as pessoas protestaram na frente à sede da Organização das Nações Unidas (ONU) na Europa. Elas levavam cartazes com palavras contrárias ao candidato e pediam o fim do "fascismo". Em Paris, na França, onde a candidata de extrema-direita Marine Le Pen, da Frente Nacional, tem ganhado força nos últimos anos, pelo menos 250 pessoas se organizaram no centro da cidade para protestar contra o candidato brasileiro.

Imagens publicadas nas redes sociais com a hashtag #Elenão mostram também manifestações em Milão, na Itália. Em Barcelona, na Espanha, e em Lisboa, em Portugal, também houve protestos.


Uma das administradoras do grupo que ganhou força nas redes sociais contra Bolsonaro, a baiana Ludimilla Teixeira, disse que o momento é de união agora para não chorar depois.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada na edição deste sábado, a baiana conta que nunca participou ativamente do movimento feminista nem se filiou a nenhum partido. Envolveu-se no movimento estudantil durante a faculdade de Publicidade e participou do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, em 2002. Aos 20 anos, foi a primeira vez que saiu da Bahia, lembra, e que teve contato com "discussões políticas fundamentadas".

A ideia de criar o grupo nasceu de uma conversa com uma amiga numa noite em que se questionavam sobre o que fazer para alertar a população sobre as ideias de Bolsonaro, que considera "fascistas e machistas".

Depois que o grupo começou a crescer, representantes de candidatos a procuraram, mas, segundo ela, não houve conversa porque "os partidos não queriam dialogar com o grupo e, sim, meu apoio individual". "Agradecemos a menção e o apoio de todas as frentes, mas nossa proposta é suprapartidária."

Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) usaram a hashtag em suas propagandas eleitorais e políticos de vários partidos se programaram para participar dos protestos deste sábado.


Estadão Conteúdo



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