Mundo chega aos 30 milhões de casos de coronavírus

Publicação: 2020-09-19 00:00:00
Os contágios de covid-19 em todo o mundo superaram a marca dos 30 milhões ontem, de acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkins. Segundo a instituição, pelo menos 948 mil morreram por causa da doença.

Estados Unidos, com 6,9 milhões, Índia, com 5,3 milhões, e Brasil, 4,5 milhões, são os países com mais infecções. Juntas, essas nações são responsáveis por mais da metade dos casos de todo o mundo. Em mortes, EUA, com 197.633 óbitos, lidera a lista, seguido do Brasil, com 135.031, e Índia, 84.372.

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o nível de transmissão da covid-19 na Europa está mais alto do que na primeira onda da pandemia, entre março e abril. A entidade disse estar preocupada com a redução do tempo de quarentena que foi estabelecida por países como a França, que tem registrado 10 mil novos cascos todos os dias.

Novos surtos da epidemia e a maior quantidade de testes, em comparação com março e abril, elevaram o registro diário para em torno de 40 mil e 50 mil no continente. Na primeira onda, o dia 1º de abril registrou o recorde de 43 mil contágios, de acordo com a OMS Europa. O novo recorde absoluto diário foi registrado em 11 de setembro, com 54 mil infecções em 24 horas.

Países que conseguirem reduzir os contágios agora estão retomando restrições, enquanto não há uma perspectiva concreta de uma vacina.
Ontem, o governo do Reino Unido retomou medidas de distanciamento em parte do nordeste da Inglaterra após observar o aumento do número de casos, com as taxas de internação por causa da doença dobrando a cada 8 dias, segundo o Ministério da Saúde. Em várias cidades da região, que somam quase 2 milhões de habitantes, ficará proibido o encontro entre pessoas que vivam em casas diferentes, e todos os locais de entretenimento terão de permanecer fechados entre 22 horas e 5 horas. Hoje, em todo o Reino Unido, pelo menos 10 milhões já estão em quarentenas regionais.

"Queremos evitar um confinamento nacional, mas estamos preparados para fazer isso, se necessário", disse o ministro da Saúde, Matt Hancock, à rede BBC. "Estamos preparados para fazer o que for necessário, tanto para proteger vidas, quanto para proteger a economia."