Mundo mágico

Publicação: 2019-12-13 00:00:00
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Rubens Lemos Filho
rubinholemos@gmail.com
 
O América disparou à frente do ABC no jogo da comunicação. Apresentou seus jogadores em programa de glamour e, mais ainda, restabeleceu a presença do ex-presidente Alex Padang. A torcida estava ansiosa e superlotou a sede social da Rodrigues Alves como nas belas noites do passado. 
O que deve ocorrer no América é uma gestão compartilhada   entre o presidente de direito, Leonardo Bezerra, e Padang como diretor de marketing e voltando ao futebol, sua razão de viver.

O América, com Padang, injeta adrenalina no campeonato,  afinal ele promove seu time e  cutuca  o adversário sem citá-lo nas resenhas esportivas. Nada real, estratégia de propaganda.
 É preciso criatividade em tempos de Série D e Padang sabe sacudir os torcedores, que o tem como ídolo. Ele é o cartola que age e fala como frequentador de arquibancada e vai recuperar todo o tempo perdido fora do clube agitando o campeonato. Até agora, o fato mais importante dos preparativos ao estadual foi a volta de Padang ao América.

 Na festa de apresentação – mais de Padang do que dos jogadores-, ele não se conteve e alfinetou a diretoria anterior, simbolizada nas figuras de José Rocha, presidente do Conselho Deliberativo e Eduardo Rocha, filho de José, ex-presidente e responsável pelas principais conquistas do América nos últimos anos: A Copa do Nordeste de 1998 e um dos acessos para a Série A em 1996. Subida que proporcionou ótima campanha em 1997.

A agulhada de Padang foi desnecessária. Declarou que o América “não tem dono”, clara tacada em José e Eduardo Rocha. A torcida está querendo vitórias e títulos e demonstra uma senhora carência afetiva. Nada de brigas internas.

Também criou uma frase na internet Acabou o Recreio, outra provocação boba, indicando que as diretorias antecessoras fracassaram por vontade própria. O americano radical  gosta. O fundamentalismo é nocivo.

A massa ganhou dois jogadores de surpresa, ambos considerados efetivos pelo técnico Waguinho Dias: o meia Daniel Costa, a quem provavelmente caberá a camisa 10, e o centroavante Wallace Pernambucano, segundo os releases, autor de 12 gols pelo Náutico este ano.

 Campeonato Estadual e Copa do Nordeste serão decisivos para o time. Daí a preparação começando cedo para que se definam os onze . Alguns twitteiros americanos já escalam prováveis equipes titulares. O América conta com 33 jogadores, profissionais, do Sub-20 e do Sub-17.

São três times. Difícil é definir um. A euforia demonstrada na festa do América foi uma competente atuação de sua equipe de marketing. Deu uma porrada, estabeleceu a linha de guerra, mostrou os soldados e o motivador, no caso, Padang.

 O América está nadando de braçada. Mas o rio do futebol é perigoso,  cheio de correntezas traiçoeiras. O ABC é um monastério de insossos em sua diretoria. Ninguém do naipe de Padang para a troca de farpas.

O ABC não apresentou  ninguém. Mesmo assim, é treinado por uma cobra criada chamada Diá e conta com uma Frasqueira gigante e acolhedora, para equilibrar ou vencer os clássicos. No Frasqueirão ou na Arena Cebolão. O América, dê-se ciência, começou com carga energética superior.

Torneio Início 
Uma  delícia de prévia de campeonato, o Torneio Início pode acontecer no Rio Grande do Norte. Seria show.

Resposta
Diá parece que será técnico e porta-voz do ABC. Disse para Marcos Lopes, da 98 FM: “Mesmo sabendo do poder aquisitivo que tem o América, contratando jogadores caros, Padang não pode desprezar uma equipe que tem Wallyson, que não faz muito tempo(faz oito anos), foi artilheiro da Libertadores. Não poderá desprezar o ABC. A resposta é no campo.”

Wallyson
Diá mostrou ímpeto na declaração. Acontece que Wallyson está com muito tempo de estrada, o que não lhe retira a técnica, mas prejudica o preparo físico, o arranque e a própria motivação de continuar jogando num time de Série D.

Marketing
O marketing do ABC está parado, contrataram agora uma profissional experiente, trabalhou no ramo funerário(o que não é demérito) mas que necessita conhecer os escaninhos do futebol. O futebol é de morte, sem trocadilho.

Cascata
Aos 37 anos, com joelho machucado e inteligência soberba, Cascata seria o diferencial em qualquer time do Rio Grande do Norte. Atuou – e bem -, pelo URT de Minas Gerais.
 
Veteranos
A maior balela do mundo é discriminar jogador mais velho. Era possível quando o Brasil tinha craques de sobra. Hoje é diferente. Quanto mais experiente, mais inteligente , mais atraente, mais habilidoso. Os novatos vêm da brutalidade das escolinhas.
 
Sampaoli
Fez um papel feio no Santos. Para não permanecer, exigiu 100 milhões de reais apenas para contratações. Com essa grana, ele remontaria o time de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. E Edu Urubu Bonito, o craque de drible mais sensual do mundo.
 
Cartão
E nada de o ABC se pronunciar sobre os gastos de R$ 118.892,00 com o cartão corporativo Sicredi. É um estímulo a outras ações misteriosas.






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