Museu Câmara Cascudo apresenta mostras ampliadas

Publicação: 2016-06-09 00:00:00
Reinaugurado no último dia 20 de maio  após 5 anos de reforma, período em que funcionava parcialmente com exibição de mostras temporárias, o Museu Câmara Cascudo apresenta duas importantes exposições em seu acervo “Engenhos: Tradição de Açúcar” e “Anatomia Comparada”, ambas atualizadas depois um tratamento interdisciplinar, com discursos construídos de modo a situar os visitantes com relação ao contexto e época que representam.
Exposição sobre a história da cultura canavieira no Rio Grande do Norte  está em cartaz no Museu Câmara Cascudo da av Hermes da Fonseca
O Vice-diretor do MCC, o museólogo Gildo dos Santos, explicou como foi o processo de reforma do espaço. “Antes da reforma o museu tinha uma exposição de longa duração, envelhecida em 40 anos, e a estrutura do prédio de exposições estava totalmente comprometida nos aspectos elétricos, de climatização e de segurança. Os recursos para as obras surgiram no final de 2010 e o museu teve dois períodos de fechamento, sendo reaberto, parcialmente, em 2013  com duas salas de exposições  temporárias já devidamente reformadas. No dia 20 de maio, nós reabrimos pela primeira vez, após esse período, com duas exposições de longa duração ”, explicou.

A exposição “Engenhos: Tradição do Açúcar” evidencia o cotidiano, a arquitetura, e as riquezas relacionadas à presença dos engenhos no território Norte-riograndense, assim como seu impacto no ambiente e na sociedade, envolvendo todos os aspectos antropológicos do uso dos produtos da cana, sem esquecer  da arte popular que envolve o universo da indústria canavieira.  A exposição já existia desde a década de 70 e a ideia era mostrar como funcionava um engenho na época do auge açucareiro no Estado. A explicação é da museóloga Jacqueline Souza, uma das responsáveis pela reformulação da exposição. “Como a sala já tinha essa proposta de trabalhar os engenhos, a gente só fez construir um novo projeto conceitual da exposição,” informou.

Com o objetivo de atualizar a exposição e dar um discurso mais apropriado ao seu contexto, os responsáveis viajaram até o município que foi o maior polo açucareiro do Rio Grande do Norte. Acompanhados do fotografo Cícero Oliveira foi possível construir um acervo de imagens em diversos engenhos da época, para traçar uma rota dos engenhos no município de Ceará Mirim. Jailma Medeiros foi a museóloga responsável pela curadoria dos textos da exposição e contou sobre seu envolvimento com a área: “Eu terminei o curso de história na UFRN e meu trabalho de final de curso foi a expansão canavieira no vale de Ceará Mirim, então nós tentamos introduzir um pouco disso para contar a expansão do açúcar até chegar à cidade que foi o maior polo açucareiro do Estado”, explicou.

Acervo ampliado
A exposição “Anatomia Comparada”, que estava acessível à visitação de forma parcial e em caráter provisório, agora se mostra revitalizada, com novo visual e acervo ampliado. A exposição exibe uma grande coleção de esqueletos completos e crânios de diversos mamíferos, mostrando ao público o processo de evolução das espécies por meio das diferenças e semelhanças entre os organismos e levando em consideração a questão da adaptação, reprodução e estrutura anatômica.

O que antes era “exposição para cientistas,” engessado no formato das exposições dos anos 70, agora a ‘Anatomia’ está interativa. “Construiu-se um discurso baseado no acervo, com o apoio de professor Claude Aguilar, que é docente de Paleontologia e de Glaudson Albuquerque, que é o colaborador de divulgação cientifica”,  comentou Gildo dos Santos.

Para os interessados em fazer visitas, os dias e horários de funcionamento do MCC são de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e nos sábados das 13h às 17h. Grupos acima de 10 pessoas devem realizar agendamento por  e-mail educativo.mccufrn@gmail.com, de terça a sexta e 3342 4912. (Da Agência UFRN).

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