Museu do Automobilismo Brasileiro será inaugurado

Publicação: 2011-07-29 00:00:00 | Comentários: 0
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Cláudio Laranjeira, um dos maiores fotógrafos do setor automotivo brasileiro, foi convidado por Paulo Trevisan, colecionador de automóveis antigos, para conhecer o Museu do Automobilismo Brasileiro que, em breve, será aberto à visitação do público em Passo Fundo, no Sul do País. O Museu conta, hoje, com 102 carros de corrida, 18 Karts e vários troféus.
Paulo Trevisan e uma das relíquias do seu museu em final de restauração, a Maserati modelo 4CM, ano 1938
Há alguns anos, Paulo Trevisan, empresário e piloto, iniciou a restauração de seus primeiros carros de corrida: o número um foi um Gordini modelo 1985. Segundo Cláudio Laranjeira, “tomou gosto e montou um galpão com o nome Trevisan Racing Colection, para abrigar sua pequena coleção. Alguns amigos passaram a guardar seus carros no espaço e a quantidade de exemplares foi aumentando”.

Apaixonado por carros de competição, Paulo Trevisan decidiu construir um galpão e nele montar um espaço para expor veículos antigos de corrida em dois andares. Ali foram colocados, inicialmente, 50 veículos. Seus amigos antigomobilistas, testemunhando sua dedicação à tão nobre causa, começaram a motivá-lo, doando e emprestando carros a ele. Resultado: o Brasil ganhou uma das mais significativas e belas coleções de veículos antigos de corrida. 

Todos os carros expostos funcionam e é comum vê-los circulando no Autódromo de Guaporé. A idéia de Paulo Trevisan é manter esse dinamismo.

Algumas das relíquias

Segundo informações colhidas por Autos & Motores junto a Cláudio Larangeira, em um dos salões do Museu do Automobilismo Brasileiro estão agrupadas 30 “Fórmulas”, entre elas algumas de Émerson Fittipaldi, Clóvis Morais, Alfredo Guaraná, Chico Lameirão, Pedro Muffato e Rúbens Barrichello.

Em outro espaço podemos ver “carreteiras” autênticas, ao lado de uma fileira de protótipos; o Opala Hodroplás, que foi pilotado por Ingo Hoffmann; o “Carcará”, modelos da Legend Cars americana; um exemplar do “Fórmula Júnior”, entre outros.

Entre os carros mais antigos estão duas Maserati que correram na categoria “Mecânica Continental”, outra Maserati, a 4CM 1938, que acabou de sair da restauração (ela venceu o GP de Berna (Suíça) e também correu no Brasil.

Alguns “exemplares” são únicos, como o Maverick Berta Hollyood, que foi pilotado por Luiz Pereira Bueno e Tite Catapani.

O museu ganhou tamanha dimensão, que Trevisan decidiu construir um novo espaço para abrigar sua coleção de carros de corrida. O local foi escolhido com todo o carinho:  um anexo do Prix Hotel, na cidade de Passo Fundo. O museu definitivo, será inaugurado no próximo ano.“A idéia é fazer um museu dinâmico, com exposições temáticas por épocas, categorias ou sobre um determinado piloto. A cada três meses, o tema é mudado e a mostra permanecerá aberta ao público por 15 dias”, assegura PauloTrevisan.

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