Museu Nacional recebeu pouco mais de R$ 1,1 milhão em ajuda

Publicação: 2019-04-18 00:00:00 | Comentários: 0
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O incêndio da Catedral de Notre-Dame criou uma onda imediata de solidariedade na França. Até esta quinta-feira, 17, as doações para a reconstrução da catedral mais visitada do mundo somava quase 1 bilhão de dólares. A situação é bastante diferente do que ocorreu no Brasil, em setembro do ano passado, quando o Museu Nacional foi destruído pelo fogo. Até hoje, a Associação dos Amigos do Museu recebeu R$ 15 mil de pessoas jurídicas e R$ 142 mil de pessoas físicas no Brasil.

Incêndio destruiu legado histórico de relevância mundial em setembro do ano passado, no Rio
Incêndio destruiu legado histórico de relevância mundial em setembro do ano passado, no Rio

A maior doação individual foi de R$ 20 mil e possivelmente teria partido de um cientista ligado ao museu. Do exterior, o Museu Nacional recebeu R$ 150 mil do British Council e cerca de R$ 800 mil - que podem chegar a R$ 4,4 milhões -, do governo da Alemanha. A reconstrução do Museu Nacional está estimada em cerca de R$ 100 milhões.

“Essa onda de solidariedade na França me deixa agradavelmente surpreso e me dá esperança de que aqui também os milionários brasileiros façam doações. Estamos precisando muito", afirmou o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.

“O Brasil não se dá conta disso, mas o que perdemos aqui é muito maior do que o que foi perdido na Notre-Dame. Não estou falando do prédio, mas de uma coleção de 20 milhões de itens, dos mais diferentes países, biodiversidade, animais extintos, múmias, peças de tribos indígenas que não existem mais, é um acervo muito mais importante para a humanidade", disse.

Entre as preciosidades do acervo brasileiro estava o crânio de Luzia, ser humano mais antigo das Américas, com cerca de 11 mil anos, recuperado dos escombros após o fogo. Havia ainda toda uma coleção de múmias egípcias - inteiramente perdida no incêndio.

No caso do Brasil, doações como essas não podem ser deduzidas do Imposto de Renda, como ocorre em diversos países da Europa - a França entre eles.

“Essa é uma questão que o Brasil deveria rever", diz Kellner. “Fiz doutorado nos Estados Unidos e sempre me surpreendeu a vontade do americano de fazer filantropia. Mas eles têm o benefício fiscal." Na França, a isenção fiscal em casos de doações semelhantes pode chegar a 80%.









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