Não foi esquecido 1

Publicação: 2017-03-19 00:00:00 | Comentários: 0
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Lauro Jardim
Com Guilherme Amado e Mariana Alvim

Cara-de-pau como poucos, Paulo Maluf tuitou na quarta-feira passada: "Não só não estou na Lava-Jato e na lista do Janot, como não estou no mensalão". Não perdeu por esperar. No dia seguinte, Edson Fachin chamou a dupla que advoga para Eduardo Cunha, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, e nomeou-os advogados dativos de Maluf numa ação penal proposta pela PGR que corre no STF desde 2006.

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Na ação, Maluf é acusado de lavagem de dinheiro, "com materialidade sobejamente demonstrada", oriunda de propinas.

Reforço de pessoal
A PF no Rio ganhou um reforço de pessoal em janeiro. Agora, vai receber mais agentes por causa dos desdobramentos da Lava-Jato aqui.

É o 'cabralão' Depois do mensalão e do petrolão, agora é a vez do "cabralão".

Hora de falar

Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde de Cabral, procurou o MPF. Queria negociar uma delação. Ofereceu, como um dos pratos de resistência, falar de negócios de familiares de Lula com a Oi. Os procuradores não abriram negociação.

A lista do lobista

Vai de vento em popa a negociação da delação de Milton Lyra, o lobista do PMDB. Lyra entrega, entre outros, Eunício Oliveira, Renan Calheiros e Romero Jucá. Do PP, colocou numa bandeja a cabeça de Ciro Nogueira.

Trump carioca

Marcelo Crivella decidiu morar com a família no Palácio da Cidade, em Botafogo, mas está preocupado com sua segurança. O temor maior é da primeira-dama, Sylvia Jane, apavorada com a mata que fica nos fundos do palácio, próxima ao Morro Dona Marta. Para resolver o problema, Crivella decidiu erguer um muro no local. A obra já foi orçada em R$ 1,6 milhão.

Dyogo fica
Dyogo Oliveira, interino no Planejamento desde a saída de Romero Jucá, será finalmente confirmado no cargo.

O pai do FGTS

A propósito, Dyogo foi o pai da ideia mais popular do governo Temer até agora: a liberação do FGTS das contas inativas. Inicialmente, Dyogo propôs que fossem liberados os recursos também das contas ativas. Mas foi vencido pela pressão dos empresários da construção civil.

Amigo de fé Michel Temer e Jorge Yunes continuam se falando todos os dias.

Pressão da indústria
As reclamações da indústria em relação a um suposto travamento dos financiamentos por parte do BNDES foram além do chororô público. Há três semanas, um dileto assessor de Michel Temer sondou um banqueiro paulista sobre a possibilidade de ocupar a cadeira de Maria Silvia Bastos no BNDES. O presidente do banco, no entanto, não levou a conversa adiante.

Pezão na mira

Em negociação, a delação de Hudson Braga, ex-secretário de Obras de Sérgio Cabral, pode ser arrasadora para Luiz Fernando Pezão. Braga prometeu detalhar aos procuradores o pagamento de propinas ao governador. Braga assegurou também que falará da negociação para a instalação de uma fábrica da Vigor (grupo JBS) em Barra do Piraí, cidade natal de Pezão.

Quero foro
Os políticos implicados na lista do Janot que disputarem as eleições em 2018 não irão às ruas pedir voto. Vão é pedir foro privilegiado.

Má-fé

Hoje sócio do BTG Pactual, Claudio Berquo acaba de ter um revés pesado na Justiça do Trabalho. Berquo processou o J.P. Morgan, onde atuou como diretor, achando que tinha direito a mais do que os R$ 4,6 milhões que levou como rescisão quando deixou o banco, em 2013. Só que o TRT-SP considerou o processo litigância de má-fé e o condenou a pagar o dobro ao seu ex-empregador. Agora, Berquo vai ter que tirar do bolso R$ 9,2 milhões.

Quer trabalhar na Odebrecht?
Com tudo o que já se sabe da Odebrecht, impressiona o resultado da pesquisa anual realizada pela Cia. de Talentos a respeito das "empresas dos sonhos" dos universitários e recém-formados. Ouvidos 63.998 jovens, a Odebrecht alcançou o posto de sexta companhia mais desejada para um posto de trabalho, à frente de Nestlé, Itaú, Unilever, Natura. Em 2015, a Odebrecht ficou em terceiro lugar.


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