NAC completa 40 anos de casa nova

Publicação: 2019-06-01 00:00:00 | Comentários: 0
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Ramon Ribeiro
Repórter

O Núcleo de Arte e Cultura da UFRN (NAC) ganhou uma nova sede, maior e mais estruturada. O prédio está agora localizado na parte de trás da Biblioteca Zila Mamede, onde antes era apenas estacionamento. A estrutura contempla os setores expositivo – no caso, a Galeria Conviv'art e o Museu Abraham Palatnik (uma novidade) – e o administrativo (reserva técnica, departamento de produção cultural, direção). O Atelier de Pintura continua no Centro de Convivência.

Moderna, galeria se firma como referência por sua estrutura. Atualmente está ocupada com a mostra coletiva NAC 40 Anos, composta por 15 artistas participantes da história do órgão
Moderna, galeria se firma como referência por sua estrutura. Atualmente está ocupada com a mostra coletiva “NAC 40 Anos”, composta por 15 artistas participantes da história do órgão

Inaugurada no dia 23 de maio, justamente quando o NAC completou 40 anos de atividades, a sede permite novas perspectivas para órgão que é responsável por coordenar as ações artístico-culturais da UFRN. E essas perspectivas começam a ser traçadas a partir do edital 2019/2020 de ocupação da Galeria Conviv'art. As inscrições estão abertas até o dia 3 de julho e devem ser feitas no local. Pelo edital serão selecionados seis projetos expositivos O edital continua sem conceder qualquer tipo de premiação em dinheiro para os contemplados. O regulamento está disponível no site.

Os artistas selecionados encontrarão pela frente uma nova Conviv'art, galeria que já era um dos melhores espaços expositivos de Natal e que agora ficou ainda mais estruturada. A área expositiva está ligeiramente maior (foi de 126m² para 134m²), mas com melhor iluminação, acústica e climatização. As paredes, teto e equipamentos são todos em tom branco neve, com piso cinza claro.

A sala está atualmente ocupada com a mostra coletiva “NAC 40 Anos”, composta por quinze artistas participantes da história do órgão. Há obras de Selma Bezerra, Ângela Almeida e  Marlene Galvão (ex diretoras); Erasmo Andrade e Carlos José (primeiros curadores); Carmelita Ferreira, Judith Pondofe e Erismar Antunes (professoras do atelier do NAC); Ênio Góes, Ébeson Rolim, Levi Bulhões e Jota Medeiros (funcionários); e Vicente Vitoriano, Socorro Evangelista e Ivanilda Pinheiro (colaboradores). A curadoria é de Elidete Alencar e Vicente Vitoriano.

Praticamente todas as peças são pinturas, algumas em aquarela, outras pigmento sobre papel, a maioria feita recentemente. Os temas são bem variados, tem o naif de Levi Bulhões, os abstratos de Jota Medeiros e Selma Bezerra, a série fotográfica de Ângela Almeida, a poesia visual de Vicente Vitoriano, as paisagens praianas de Ivanilda Costa, o casario do interior de Judith Pondofe, o rabequeiro de Ebeson Rolim. A exposição fica em cartaz até o dia 28 de junho.

Galeria e Núcleo saíram do Centro de Convivência do Campus para novo local,  próximo ao antigo, ficando interligados à Biblioteca Zila Mamede
Galeria e Núcleo saíram do Centro de Convivência do Campus para novo local, próximo ao antigo, ficando interligados à Biblioteca Zila Mamede

Um Picasso e outras 230 obras
O NAC dispõe de um acervo próprio com mais de 230 obras de arte, todas higienizadas e catalogadas. A maioria é pintura. Há trabalhos adquiridos desde 1979. Dentre os artistas com  obras no acervo estão Thomé Filgueira, Newton Navarro, Dorian Gray Caldas, Raul Córdula, Flávio Tavares, Ítalo Trindade, além de vários artistas alemães presentes na exposição Brasil-Alemanha (2010). Uma curiosidade desse acervo é uma serigrafia feita pelo mestre Pablo Picasso. “Ganhamos essa peça há uns cinco anos. Foi presente de colecionador. É uma obra certificada e tem a assinatura do artista”, diz a coordenadora da Conviv'art, Elidete Alencar. Somado a esse acervo há ainda a coleção de arte multimídia de Jota Medeiros.

Todo esse acervo ganhou novas instalações para armazenamento e uma sala própria para exposição. Trata-se do Museu Abraham Palatnik, novidade em relação ao antigo prédio. O espaço foi inaugurado com uma exposição que destaca o Modernismo no Rio Grande do Norte, apresentando, segundo o texto curatorial,  obras de duas gerações de modernistas (Newton Navarro e Dorian Gray Caldas, da primeira, e Thomé Filgueira, da segunda) e uma pós-moderna (Zaíra Caldas). A mostra fica em cartaz por tempo indeterminado.

Novas desafios
É verdade que com os cortes anunciados para as universidades federais será difícil o NAC promover grandes ações. Mas isso não tira a motivação da equipe do órgão, que, diante do prédio novo, está com boas perspectivas, não só para a galeria, como para as oficinas de arte do Atelier. “Queremos desconstruir qualquer imagem de instituição distante da sociedade. Sabemos que estamos localizados dentro da UFRN e que nem todo mundo costuma frequentar esse espaço. Mas acreditamos ser possível atrair mais público”, conta a diretora do NAC, a professora Teodora Alves, 10 anos à frente do órgão. Atualmente, a média de visitantes da galeria é de mil pessoas por exposição.

Dorian Gray Caldas é uma das peças do Museu Palatnik
Dorian Gray Caldas é uma das peças do Museu Palatnik

Elidete Alencar, servidora do NAC há 15 anos, diz que a Conviv'art se firma como galeria de referência em Natal. “Saímos do Centro de Convivênica mas continuamos pertinhos. Nossas oficinas de arte continuam a ser realizadas lá no Atelier. Estamos colados com a Biblioteca Zila Mamede. Essa área aqui se tornou um importante equipamento cultural da cidade. Agora falta melhorar a comunicação com o público externo”, afirma a coordenadora da galeria.

Mas o NAC não é só voltado para as Artes Visuais, frisa Teodora Alves. Há toda uma série de projetos em diversas áreas que também são tocados pelo órgão. “As ações culturais da UFRN são geridas por nós. Participamos da elaboração do Plano de Cultura da universidade, em 2015, o único aprovado com nota máxima pelo MEC e MinC, e desde então estamos o colando ele em prática”, explica a diretora.







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