Número de mortes de covid-19 pode chegar a 2 milhões

Publicação: 2020-09-27 00:00:00
O número de mortes causadas pelo novo coronavírus pode dobrar para 2 milhões antes que uma vacina bem-sucedida seja amplamente distribuída, e pode ser ainda maior sem uma ação conjunta para conter a pandemia. A afirmação foi feita pelo chefe do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, na sexta (25).

“A menos que façamos isso, qualquer número que você diga não é apenas imaginável, mas infelizmente muito provável", disse Ryan em entrevista. Ele fez a declaração no momento em que o número total de mortes, nove meses depois que o vírus foi descoberto na China, se aproxima da terrível marca de 1 milhão. “Ainda não estamos fora de perigo em lugar nenhum, não estamos fora de perigo na África", acrescentou.

Para Mike Ryan, os jovens não deveriam ser culpados por um aumento recente de infecções, apesar dos temores crescentes de que estejam estimulando sua disseminação depois que restrições e isolamentos foram relaxados em todo o mundo. “Realmente espero que não comecemos a apontar o dedo: é tudo culpa dos jovens. Na verdade, reuniões de pessoas de todas as idades em ambientes fechados estão impulsionando a epidemia, disse.

A OMS continua a conversar com a China a respeito de seu possível envolvimento com o esquema de financiamento Covax, para garantir acesso global rápido e igualitário a vacinas contra a covid-19 uma semana depois de o prazo para a filiação se encerrar.

As negociações com a China também incluem um debate sobre a possibilidade de a segunda maior economia do mundo proporcionar vacinas para o mecanismo, disse Aylward.

A agência publicou nessa sexta-feira um esboço dos critérios de avaliação do uso emergencial de vacinas contra a covid-19, para ajudar a orientar as farmacêuticas à medida que os testes chegarem a estágios avançados, disse a diretora-geral-assistente da OMS, Mariangela Simao. O documento estará disponível para comentários públicos até o dia 8 de outubro.

Também na sexta-feira, uma autoridade de saúde chinesa disse que a OMS deu seu apoio para que o país iniciasse a administração de vacinas experimentais contra o novo coronavírus, enquanto os testes clínicos ainda estão em andamento.