Brasil
Número de teleconsultas dispara durante pandemia
Publicado: 00:00:00 - 23/01/2022 Atualizado: 15:30:03 - 22/01/2022
Com a pandemia de covid-19 obrigando muita gente a ficar em casa nos últimos dois anos, a telemedicina deu um salto após o presidente Jair Bolsonaro sancionar a lei que autorizou a prática durante o período de crise. Segundo dados da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) foram realizados 5,1 milhões de teleatendimentos entre abril de 2020 e novembro de 2021.

Apesar de a pandemia ainda estar longe de ter um fim, com o avanço da variante Ômicron, já correm no Congresso Nacional, por meio da Frente Parlamentar Digital, discussões para que a regulamentação definitiva seja aprovada. Porém, enquanto seguradoras e empresas do ramo de saúde defendem que a liberação ocorra o mais rápido possível, a comunidade médica e até hospitais solicitam uma regulação mais firme a fim de evitar abusos.

A Unimed Seguros, por exemplo, viu na telemedicina uma ferramenta para auxiliar os clientes, mas também para diminuir o rombo financeiro causado pela pandemia. A economia trazida pelas teleconsultas chegou a R$ 15 milhões. Para o presidente da seguradora, Helton Freitas, não é concebível que se volte atrás de uma ferramenta que, segundo ele, auxiliou tanto em um período complicado para o País. "Seria como tentar revogar a lei da gravidade e, se começarmos uma microrregulação, nos mínimos detalhes, pode se tornar um problema nacional", diz Freitas.

Um dos pontos hoje em discussão é que a teleconsulta seja usada para os chamados "retornos". Ou seja: a primeira consulta do paciente precisaria ser presencial. Além disso, os médicos precisariam ter registro em cada Conselho Regional de Medicina para poder atuar com pacientes que moram em outros Estados. O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma que tudo está sendo avaliado com critério.

Os hospitais também estão de olho. Segundo Leandro Reis, vice-presidente médico e de serviços da Rede D'Or, é necessário que haja uma regulação que não prejudique o paciente. Para ele, a teleconsulta é um avanço, mas não pode ser a única forma de a pessoa ter acesso aos médicos.Para parte do setor, é preciso uma especialização para o atendimento.



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