Natal chega a 17 mortes por chikungunya em 2019

Publicação: 2019-12-14 00:00:00 | Comentários: 0
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Natal chegou a 17 óbitos notificados para casos de chikungunya em 2019. A informação é do boletim epidemiológico da 48ª semana, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. A morte mais recente aconteceu no bairro Tirol, zona Leste da capital, durante a última semana de novembro. A cidade registrou um total de 24.410 casos de arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, que também incluem dengue e zika.

O mosquito Aedes aegypti  é responsável por mais de 24,4 casos de arboviroses em Natal
O mosquito Aedes aegypti é responsável por mais de 24,4 casos de arboviroses em Natal

Além das 17 mortes relacionadas à chikungunya, houve 30 óbitos notificados por dengue e outros 2 por zika, totalizando 49 registros de óbitos por arboviroses até o final do mês de novembro deste ano. Os números comprovam o grande crescimento das arboviroses neste ano na capital potiguar. Em todo 2018, houve 14 notificações de óbitos relacionados a essas doenças, todos por dengue. No ano passado foram registrados 14.296 casos das arboviroses, mais de dez mil a menos que a marca atingida até novembro de 2019.

O crescimento mais impactante está nos casos de chikungunya, que aumentaram quase 20 vezes; indo de 429 em 2018 para 8.249 este ano, e passando de nenhum óbito relacionado para os 17. A dengue passou de 13.510 casos para 15.675 e de 14 óbitos para 30. Já o zika foi 357 casos e nenhuma morte para 486 registros e 2 óbitos.

A zona Norte foi a que mais registrou ocorrências de arboviroses; 7.860 casos com 21 óbitos, sendo 6 por chikungunya, 14 por dengue e 1 por zika. Em seguida está a zona Leste com 6.507 casos e 10 mortes – 5 por chikungunya, incluindo a mais recente, no Tirol, e 5 por dengue. A zona Sul teve 6.416 casos registrados e também 10 mortes; 3 por chikungunya, 6 por dengue e uma por zika. Com menos casos, mas também com um número impactante está a zona Oeste com 3.627 e 8 óbitos – 3 por chikungunya e 5 por dengue.

Estado
A situação do Rio Grande do Norte é considerada crítica em relação às arboviroses transmitidas pelo Aedes aegipty, especialmente a chikungunya. Estado registrou mais de 12 mil casos no ano, com média de 348 a cada cem mil habitantes, ficando atrás somente da incidência no Rio de Janeiro. Os números do Ministério da Saúde ainda apontam que 97 municípios do RN estão em risco de surto dessas doenças.

Em relação à dengue e zika, o RN também lidera o Nordeste e está entre os maiores do Brasil em casos e incidência. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o Estado já registrou 29.824 casos de dengue em 2019, com a incidência de 850,4 casos a cada cem mil habitantes. Já o zika teve 1.201 casos catalogados em 2019 e incidência de 34,2 cada cem mil habitantes.

O que é?
Dengue: É a arbovirose mais comum transmitida pelo Aedes aegypti. Os principais sintomas são febre alta, dores musculares, falta de apetite e dor de cabeça. Casos mais graves podem apresentar diarréia e hemorragia. O tratamento é feito com medicamentos de acordo com os sintomas do paciente.

Chikungunya: Outra arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti, mas também pode ser transmitida por outros insetos. Os principais sintomas são náuseas, vômitos, febre e fortes dores nas juntas. O  tratamento é feito de acordo com os sintomas, com o uso de analgésicos, antitermicos e antinflamatórios para aliviar febre e dores. É comum que as dores nas juntas permaneçam por um certo tempo, mesmo após a eliminação dos outros sintomas. Por isso, em alguns casos é recomendada fisioterapia.

Zika: Também transmitida pelo Aedes aegypti, tem como principais sintomas a febre branda, mialgia e o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo. O tratamento é feito com o uso de  analgésicos e antitermicos. Em casos mais graves, pode trazer  sequelas como doenças neurológicas, e por isso deve haver acompanhamento médico para avaliar o melhor tratamento a ser aplicado. As sequelas são tratadas em centros multiprofissionais especializados.

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