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Natal
Natal começa a operar sinal 5G no segundo semestre
Publicado: 00:01:00 - 26/05/2022 Atualizado: 22:47:20 - 25/05/2022
Natal e região metropolitana deverão ter cerca de 250 antenas instaladas transmitindo o sinal 5G no Rio Grande do Norte até o mês de setembro. O prazo inicial seria até julho, anunciado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, em dezembro passado, mas a secretária nacional de telecomunicações do Ministério, Nathalia Lobo, disse ontem (25) que há a necessidade de alongamento desse prazo para corrigir distorções que venham a interferir no sinal das antenas parabólicas. A nova tecnologia deverá ampliar a velocidade de transmissão de dados e a indústria será um dos grandes setores beneficiados.

Alex Régis
Natália Lobo, secretária do Ministério das Comunicações, destacou preparo da legislação em Natal

Natália Lobo, secretária do Ministério das Comunicações, destacou preparo da legislação em Natal


O leilão do 5G foi consumado no início de novembro, quando foram arrematadas 85% das faixas de radiofrequência disponibilizadas em ofertas que totalizaram R$ 47,2 bilhões. Destes, mais de R$ 39,8 bi serão investidos na ampliação da infraestrutura de conectividade no Brasil. A Brisanet arrematou R$ 1,46 bilhão em lotes regionais no leilão para implementar a tecnologia na capital potiguar. De acordo com Natália Lobo, o fato de Natal já ter sancionado a Lei 206/2021, que regulamenta as diretrizes para os licenciamentos das antenas que vão receber a tecnologia garante que a transmissão ocorrerá no prazo.

A secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), pasta responsável por emitir as autorizações para instalação e operação dessas novas antenas de Estação Transmissora de Radiocomunicação (ETR), Estação Transmissora de Radiocomunicação Transitória (ETR-T) e Estação Transmissora de Radiocomunicação de Pequeno Porte (ETR-PP), que são concedidas e homologadas pela Anatel, adotará um sistema para registro desses equipamentos por meio de um cadastramento virtual. Apenas as antenas usadas para radares militares e civis com propósitos de defesa ou controle de tráfego aéreo obedecerão à regulamentação própria.

“O edital prevê que as obrigações começam até 30 de julho, mas existe uma questão em relação a possibilidade de se estender por mais 60 dias em necessidade de limpeza de faixa porque existem pessoas que recebem sinal aberto em parabólicas. E também é uma faixa usada para transmissão e upload da TV aberta. Para que se consiga manter a informação chegando a esses lares, talvez seja necessário mais 60 dias. Com certeza até o final de setembro entrará em operação, mas com tendência a ter esse prazo reduzido”, disse ela.

A Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) garante a estabilidade do sinal. O conselheiro da Agência, Artur Coimbra, destacou que a interferência nas parabólicas é preocupação, mas que a solução foi incluída no leilão, prevendo uma quantidade de recursos para se fazer migração da tecnologia. “Na hora de chegar as capitais esse problema estará resolvido. Hoje o edital prevê a doação de kits novos para todos os domicílios de baixa renda porque a gente vai migrar as parabólicas para um sinal com melhor qualidade, com antena mais resistente e mais moderna”, explicou.

Outra preocupação é sobre o serviço das operadoras de telecomunicações, conhecidas no ranking de reclamações dos consumidores por má prestação de serviços. “A gente vem se empenhando na redução de reclamações e temos obtido sucesso. No último levantamento da plataforma consumidor.gov, que é um acompanhamento do Ministério da Justiça, os serviços financeiros superaram os de telecomunicações que está em queda no número de reclamações”, garante o conselheiro da Anatel. 

O 5G é a evolução da atual rede de celulares de quarta geração e vem sendo desenvolvido para comportar o crescente volume de informações compartilhadas diariamente por bilhões de dispositivos sem fio espalhados no mundo. A tecnologia permite maior potência e velocidade na comunicação móvel. Na indústria, essa conexão pode fazer a diferença no uso potencial da robótica, armazenamento em nuvem e realidade virtual.

Expectativa é de otimização na indústria
Nathalia Lobo, secretária  nacional de Telecomunicações e Artur Coimbra, conselheiro da Aanatel, participaram ontem (25) da palestra magna da Federação das Industrias do Rio Grande do Norte (Fiern) que celebrou o Dia Nacional da Indústria. O tema 5G foi escolhido porque, segundo o presidente do sistema Fiern, Amaro Sales, representa uma revolução para a produção do setor.

“A industria precisa do 5g para melhorar o parque industrial, movimento, formação, educação. Hoje, a industria representa mais de 10 mil empregos diretos no RN esperamos que o estado seja coberto pela nova tecnologia porque acreditamos que para as empresas que tem uma participação de mercado mais nacionalizada chegará mais rápido. Já a média e pequena indústria, que representa 98% no estado não chegará muito rápido. Por isso a necessidade de se adaptar, inclusive com modernização de equipamentos e capacitação da força de trabalho”, disse ele.

Natália Lobo destacou que a tecnologia 5g é transformadora não só na disponibilização de ultra banda larga, mas na distribuição de baixa latente e comunicação massiva de vários equipamentos em conjunto. “De dez mil chips conectados, passa a ter 1 milhão. Como exemplo, uma área com queda de sinal por excesso de gente, não terá mais esse problema. A industria poderá conectar mais equipamentos e processos dentro de uma linha de produção e saber o que esta acontecendo em tempo real. Conseguirá prevenir  acidentes, quebra de equipamentos, fazer manutenção preventiva e reduzir desperdícios”, explicou a secretária Nacional do Ministério das Telecomunicações.

Outro aprimoramento que o 5G permitirá na industria são sensores de vibração, temperatura e umidade em tornos mecânicos (equipamentos usados para confecção e acabamento de peças), permitindo envio de dados em tempo real. Portos, aeroportos e rodovias estarão mais conectados e poderão fazer uso de sistemas automatizados para conectar milhares de dispositivos, rastrear veículos ou controlar carga e passageiros, por exemplo

“Vamos entrar em um modelo de internet massiva, com vários dispositivos integrados, do transporte de insumos, logística de distribuição à otimização de estoques, tudo para conseguir chegar ao consumidor final de uma forma mais inteligente, promovendo o desenvolvimento nacional com maior produtividade, avanços na economia e na qualidade de serviços”, explicou a especialista.

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