Natal se prepara para receber visita do COL e Jérôme Valcke

Publicação: 2012-06-24 00:00:00
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, na retomada do ciclos de visitas as cidades-sede da Copa de 2014, tem agendada uma passagem por Natal na próxima quarta-feira. O dirigente que provocou uma saia justa nas autoridades locais ao relacionar a capital potiguar como uma das maiores preocupações da entidade organizadora do evento, virá conferir o que está sendo preparado e qual a estrutura que a cidade tem a oferecer para as seleções e para os torcedores durante a realização do Mundial.

Jérôme Valcke, estará no Brasil entre 26 e 28 de junho. Antes de realizar uma vistoria nas instalação da Arena das Dunas, o dirigente fará uma visita a Recife e no dia 28 estará no estádio Nacional de Brasília. Valcke será acompanhado por Bebeto e Ronaldo Nazário, membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local, pelo Secretário Executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes e também pelo pintor brasileiro de renome mundial Romero Britto. O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, apenas se juntará à delegação para a visita ao estádio de Brasília e a Reunião de Diretoria do COL.

O Comitê Organizador Local (COL) antecipou que a vinda de Valcke será estritamente para conhecer a cidade, não terá caráter de avaliação técnica e nem de corte. Se a vinda do dirigente tem caráter amistoso, para as autoridades locais estão encarando ela como um jogo de final de Copa do Mundo.

O responsável pela Secopa, Demétrio Torres, vai realizar uma apresentação do andamento das obras da Arena das Dunas e mostrar que o projeto se encontra rigorosamente dentro do cronograma especial traçado pelo Comitê Organizador Local apenas para Natal e São Paulo, no início de 2010. “Nós nunca nos afastamos um milimetro sequer desse cronograma, hoje estamos até um pouco adiantados em relação ao próprio e queremos fechar o ano com pelo menos metade do projeto cumprido”, ressalta Demétrio.

Se em relação a construção da arena não existe preocupação nem atraso, segundo o secretário da Secopa, o ponto fraco dos preparativos para o Mundial em Natal são mesmo as obras de mobilidade pública. O próprio Demétrio Torres chegou a admitir que algumas obras podem não ficar prontas a tempo de servir para o Mundial.
Ronaldo vem, acompanhando a visita do secretário da Fifa ao país
Ciente da necessidade de intervenções nas vias que ligam o estádio ao principal parque hoteleiro e ao aeroportos, o Governo do Estado enviou projeto de lei a Assembleia Legislativa   solicitando a contratação de empréstimo junto a Caixa Econômica Federal (CEF), no valor de R$ 234,8 milhões que servirá de contrapartida para obras de mobilidade urbana com vistas a Copa do Mundo 2014. Os recursos serão aplicados para viabilizar a execução das obras de mobilidade urbana da Grande Natal. Entre as quais se encontram a reestruturação da avenida Engenheiro Roberto Freire e a construção de acessos para o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Na mensagem aos deputados foi destacado que as obras “constituem numa das exigências formuladas pela FIFA para viabilizar Natal como sede da Copa.

Mundial pode bater marca de 3 bilhões de expectadores

A Copa do Mundo é uma oportunidade histórica de acelerar o desenvolvimento econômico e uma chance de antecipar investimentos e consolidar legados sustentáveis para as cidades-sede. Essa foi a tônica de um painel realizado no Rio de Janeiro, com representantes do Ministério do Esporte, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da FIFA, durante as atividades da Rio+20.

Com expectativa de mais de três bilhões de espectadores (cerca de 3,2 bilhões na África do Sul, em 2010), sendo que quase três milhões nos estádios, o Mundial foi analisado como mais do que um megaevento esportivo. Segundo o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, é uma chance de garantir que o Brasil projete para o mundo a imagem de eficiência e capacidade de encantar, mobilizar e emocionar o mundo. “Teremos bilhões de olhos voltados para cá. É a chance de aproveitar isso para promover a inovação, a criatividade, o empreendedorismo nacional”, disse.

Segundo ele, há três dimensões de planejamento que conduzem o país a um novo patamar. “A primeira é garantir que as obras, empreendimentos e serviços essenciais para a Copa fiquem prontos. Vários desses projetos, como os de mobilidade urbana, infraestrutura, telecomunicações e energia ficam de legado para o país. Os estrangeiros podem levar daqui, no máximo, a taça. E esperamos que não. O restante fica para o país”, afirmou.

As outras duas dimensões, segundo Fernandes, são a possibilidade de intensificar e acelerar a promoção de políticas públicas e as oportunidades de negócios que se abrem. “Um estudo do Itaú indicou que, para além dos investimentos da Matriz de Responsabilidade, da ordem de R$ 30 bilhões, há uma previsão de que isso seja quintuplicado em investimentos na economia como um todo. São cerca de R$ 150 bilhões de investimentos alavancados pela Copa”.

A Copa do Mundo é uma oportunidade histórica de acelerar o desenvolvimento econômico e uma chance de antecipar investimentos e consolidar legados sustentáveis para as cidades-sede. Essa foi a tônica de um painel realizado no Rio de Janeiro, com representantes do Ministério do Esporte, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da FIFA, durante as atividades da Rio+20.

Com expectativa de mais de três bilhões de espectadores (cerca de 3,2 bilhões na África do Sul, em 2010), sendo que quase três milhões nos estádios, o Mundial foi analisado como mais do que um megaevento esportivo. Segundo o secretário executivo do
Ministério do Esporte, Luis Fernandes, é uma chance de garantir que o Brasil projete para o mundo a imagem de eficiência e capacidade de encantar, mobilizar e emocionar o mundo. “Teremos bilhões de olhos voltados para cá. É a chance de aproveitar isso para promover a inovação, a criatividade, o empreendedorismo nacional”, disse.

Segundo ele, há três dimensões de planejamento que conduzem o país a um novo patamar. “A primeira é garantir que as obras, empreendimentos e serviços essenciais para a Copa fiquem prontos. Vários desses projetos, como os de mobilidade urbana, infraestrutura, telecomunicações e energia ficam de legado para o país. Os estrangeiros podem levar daqui, no máximo, a taça. E esperamos que não. O restante fica para o país”, afirmou.

As outras duas dimensões, segundo Fernandes, são a possibilidade de intensificar e acelerar a promoção de políticas públicas e as oportunidades de negócios que se abrem. “Um estudo do Itaú indicou que, para além dos investimentos da Matriz de Responsabilidade, da ordem de R$ 30 bilhões, há uma previsão de que isso seja quintuplicado em investimentos na economia como um todo. São cerca de R$ 150 bilhões de investimentos alavancados pela Copa”.

Dentre as cidades que você visitou, Natal é realmente a que se encontra num estágio mais atrasado de preparação?
O importante é todos estarem prontos quando necessário. Não estamos numa corrida para ver qual é a obra mais rápida. Todas as vezes que vou ao Comitê, faço questão de observar as obras na nossa central de monitoramento. Estou confiando no trabalho realizado aqui em Natal e na governadora Rosalba, que me garantiu pessoalmente que tudo ficará pronto no prazo.

Você, que recentemente esteve na capital potiguar, está na expectativa de ver muitos avanços nos projetos para Copa?
Acho que as coisas estão avançando e estarão prontas no tempo certo. Nossa maior expectativa é realmente em relação ao estádio, que é o palco do show, né!

Que tipo de Copa do Mundo você acredita que o Brasil vai organizar. A melhor do mundo ou uma competição no mesmo nível da realizada na África?
Acho que todos devem estar unidos para realizar a melhor Copa do Mundo de todos os tempos. E acho sinceramente que temos condições de fazer isso. O brasileiro tem que acreditar mais em si mesmo. Já realizamos grandes eventos, elogiados por todos. Alguns falavam que os estádios não iam ficar prontos e metade deles já vão estar prontos um ano antes da Copa do Mundo. Se estivermos unidos, podemos conseguir.

Fazendo parte do Comitê Organizador Local, certamente que as obras da Copa não são um mar de rosas. Então, qual parte desse projeto é o maior  motivo de preocupação do COL?
Discordo de você. Acho que as obras estão caminhando bem. Os seis estádios da Copa das Confederações estão caminhando muito bem. Natal precisa de atenção porque foi a última grande obra a começar, mas as coisas estão andando bem e estou confiante que o prazo vai ser cumprido.

Como vocês do COL classificam o trabalho da imprensa? Sabemos que muitas vezes vocês são obrigados a agir como bombeiros, justamente por causa de informações mal apuradas com relação às sedes?
Acho que a imprensa faz seu papel. Mas, como você falou, existe muita coisa que é publicada por falta de informação. Tenho certeza que as pessoas vão se surpreender com a organização da Copa no Brasil.

Com relação ao futebol, você acredita que o Brasil vai chegar forte na competição, mesmo que atualmente esteja jogando menos que algumas das grandes potências esportivas?
Em 1994, a gente era muito criticado antes da Copa. Tinha muita gente que dizia que a gente nem ia pra Copa do Mundo. Ninguém apostava no Brasil. Quase que o Parreira saiu da Seleção. Como eu te disse, acho que a união é muito importante, como foi naquela Copa. Se o grupo estiver unido, nós temos talentos para surpreender mais uma vez. O Mano precisa é fortalecer o grupo e dar força aos garotos.

Na sua visão, o que ainda falta ao time brasileiro?
Falta um pouquinho de experiência, né? Eles são ainda muito meninos. Eu, com 20 anos, ainda nem era titular do Flamengo. Hoje, eles com 20 anos são cobrados quando a Seleção não ganha. Acho que eles vão ganhar experiência.


Leia também: