Natal tem déficit habitacional de 60 mil moradias

Publicação: 2019-10-24 00:00:00 | Comentários: 0
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A cidade de Natal tem um déficit de 60 mil habitações, segundo estimativas da Secretaria de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharpe). Essa carência leva famílias que não têm para onde ir a sub-moradias e ocupações e mesmo a aumentar a população de rua. Ainda de acordo com a secretaria, são 92 mil pessoas cadastradas, em alguns casos, membros da mesma família.

Márcio dos Santos, 40, é um dos ocupantes da unidade básica de saúde em construção. Está lá há dois meses e afirma que sua dependência química preocupa a família
Márcio dos Santos, 40, é um dos ocupantes da unidade básica de saúde em construção. Está lá há dois meses e afirma que sua dependência química preocupa a família

Alguns desses natalenses, sem ter para onde ir, passam a ocupar prédios públicos, sejam abandonados e até em situações em que o equipamento foi inaugurado mas sem uso, como é o caso do Cemitério Público Parque das Rosas, que atualmente tem uma  ocupação com 150 famílias, no Planalto, na zona Sul de Natal. Há também situações mais recentes, como é o caso da inacabada obra da Unidade Básica de Saúde (UBS) no Alto da Torre, na Redinha, ocupado por pessoas em situação de rua.

“Essas famílias têm um perfil diferente. Elas pagavam aluguel, moravam de favores, foram despejadas. É uma forma que o movimento encontra para garantir que o poder público garanta uma moradia digna para elas”, explica Wellington Bernardo, coordenador do Movimento de Luta por Moradia Popular (MLMP).

Atualmente, de acordo com Wellington, o movimento que ele coordena  quatro ocupações na capital potiguar: uma em Felipe Camarão (Tiradentes), outra no Planalto (Olga Benário), uma no Parque dos Coqueiros (Eleni Ferreira), na zona Norte, e outra nas proximidades do Detran-RN. Juntas, segundo ele, são cerca de 420 famílias na busca por moradia.

Wellington Bernardo coordena quatro ocupações na cidade com mais de 400 famílias, três na zona Oeste e uma na zona Norte
Wellington Bernardo coordena quatro ocupações na cidade com mais de 400 famílias, três na zona Oeste e uma na zona Norte 

De acordo com Carlson Gomes, titular da secretaria responsável por essas questões, os projetos tocados pela Seharpe atualmente estão caminhando para a finalização do condomínio residencial Village de Prata. Ao todo, de acordo com ele, seis etapas já foram entregues, com 224 chaves por etapa, o que totaliza 1.344 casas entregues.

“Vamos entregar uma nova etapa do Village de Prata. Fechamos a data com a Caixa Econômica para entregar 224 unidades até dezembro e mais 224 até março”, explica. A última etapa entregue foi em dezembro do ano passado, no condomínio Humberto Nesi. Ao final, serão 1.952 moradias.

Nessas situações, de acordo com Carlson, serão famílias advindas de uma antiga área ocupada na Chesf, embaixo da Ponte Newton Navarro e também famílias do Passo da Pátria, que residem próximo ao cemitério do local, considerada área de risco pelas autoridades.

Carlson Gomes explica ainda que as pretensões da secretaria é tocar um processo licitatório junto à Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) até o final do ano para iniciar as obras do Residencial Mãe Luiza, que vai contar com 29 habitações. O espaço vai abrigar pessoas que carecem de moradia devido à tragédia no bairro, em junho de 2014.







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