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Natal
Natalenses têm noite com relâmpagos e trovões, mas tendência é de redução; entenda
Publicado: 10:02:00 - 24/05/2022 Atualizado: 10:09:18 - 24/05/2022
Os natalenses e moradores da região litorânea do Rio Grande do Norte tiveram uma noite de segunda-feira (23) repleta de raios e trvões. O fenômeno, que traz riscos à população e às redes elétricas das cidades, tem uma explicação científica e, devido às condições de relevo e climáticas da região, não deverá se repetir com frequência nos próximos dias.
Neoenergia Cosern/Divulgação

Na noite passada, Natal registrou chuvas de 47,2mm entre a segunda e esta terça-feira (24), índice semelhante ao de Maxaranguape, com 58,2mm, e São Miguel do Gostoso, com 42,2mm. Apesar da previsão de que as chuvas continuem na área litorânea, a tendência é que a incidência de relâmpagos e trovões diminua.

O motivo é a queda na temperatura com o aumento das chuvas. Quando a temperatura do ar sobe, a quantidade de vapor de água presente na atmosfera também aumenta, fazendo com que mais nuvens de tempestade se originem. O movimento intenso de massas de ar no interior das nuvens gera atrito entre moléculas de água e gelo, causando a eletrização da nuvem, que terá as cargas elétricas separadas de modo que a sua base e o topo possuirão cargas elétricas de sinais opostos. Quando há a descarga, há o barulho causado pelo aumento brusco da temperatura na região da nuvem, ocasionando o trovão.

Segundo o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, a formação das nuvem mais altas ocorre com mais facilidade onde há um relevo mais acidentado, fazendo com que as massas de ar subam com mais facilidade ao se deslocarem. Porém, na região litorânea do Rio Grande do Norte, o fenômeno ocorreu devido ao aumento da temperatura das águas com o calor acumulado entre o sábado e domingo, que contribuiu para o movimento vertical das massas. 

"Aqui acontece (raios e trovões) com um aquecimento maior das águas, liberação de umidade e têm instabilidades acentuadas. Ontem tivemos a formação dessas descargas elétricas, trovoadas e que normalmente. A partir do momento que a atmosfera passa dias com chuva, esfria e diminui bastante a formação desses eventos. Quando tem um dia quente, como sábado e domingo, tem a atmosfera mais aquecida e favorece", explicou.

Os principais riscos dessas descargas elétricas é que, se forem intensas, pode queimar aparelhos elétricos caso não exista uma rede de proteção com para-raios, que atuam fazendo a conexão e conduzir a descarga ao solo, sem atingir a rede elétrica. Para evitar acidentes mais graves, com pessoas sendo eletrocutadas, é preciso que se tomem cuidados a fim de reduzir a probabilidade (que já é pequena) de alguém seja atingido.

"Evitar ficar próximo a rede elétrica e cercas de metal, debaixo de árvore... Dentro de carro é um local indicado porque o pneu é isolante. Não ficar em áreas descampadas e solicitar que os agentes públicos espalhem para-raios em prédios para que diminua a possibilidade de descargas atingirem residência", explicou Bristot.

Previsão

A tendência apontada pela meteorologia é que as chuvas diminuam no interior do Rio Grande do Norte e fiquem mais intensas na área do litoral. De acordo com o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, a chegada a incidência de frente fria que chegou do sul e a proximidade do período de inverno reforçam a tendência de chuvas na faixa litorânea e agreste potiguar.

Segundo o meteorologista, a frente fria que chegou do sul e avançou sobre o continente trazendo chuvas e frio nas regiões centro-sul chegou ao Nordeste trazendo mudanças, com algumas áreas serranas com redução brusca na temperatura. No Rio Grande do Norte, o esperado era a formação de chuvas. Elas ocorreram no interior entre sexta e sábado, e no domingo trouxe para o leste do estado.

A temperatura, de acordo com Bristot, diminuiu em decorrência da predominância do dia nublado, que reduz a incidência dos raios do sol na superfície. Segundo ele, a tendência é de continuidade da situação nos próximos dias, inclusive com emissão de alerta para as cidades do litoral para estarem atentas aos possíveis transtornos causados por chuvas fortes.

"Essas condições de chuva continuarão nos próximos dias. As chuvas no interior deverão dimunuir, enquanto que em junho e julho chove mais aqui no litoral", explicou, afirmando que a expectativa para os próximos dois meses é de chuvas em quantidade normal a acima do normal.

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