Nissan discute novo ciclo

Publicação: 2019-05-26 00:00:00 | Comentários: 0
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O Escritório regional da Nissan afirma que a área, dominada pelo Brasil, é uma das que têm melhor desempenho e que situação é diferente da global. No mundo, lucro da fabricante caiu 45% no ano de 2018.

Marco Silva (esq) presidente da Nissan do Brasil, Guy Rodrigues (dir). Nissan começa a entregar o automóvel elétrico Leaf em julho
Marco Silva (esq) presidente da Nissan do Brasil, Guy Rodrigues (dir). Nissan começa a entregar o automóvel elétrico Leaf em julho


“Nossa operação é diferente da global. Temos entregado constantemente”, declarou Guy Rodriguez (argentino), novo chefe da Nissan para a América Latina.

Em um primeiro encontro com a imprensa desde que assumiu o cargo, no mês passado, o executivo tratou de descolar a região dos maus resultados obtidos pela fabricante japonesa globalmente no ano passado. E afirmou que discute com a matriz um novo ciclo de investimentos.
Em meio ao escândalo da prisão de Carlos Ghosn seu ex-presidente, a Nissan divulgou, há 3 dias, que teve uma queda expressiva de 45% em seu lucro ano passado. E previu uma nova baixa, de 28%, para o atual (2019).

“A América Latina é uma das regiões de melhor desempenho da Nissan no mundo”, evidenciou Rodriguez, dia 16 do mês em curso, em São Paulo.

Ascensão no Brasil
O Brasil é o principal mercado no bloco. O executivo, no entanto, não respondeu se a operação local é lucrativa, afirmando que a empresa não divulga os resultados somente do País.

No que tange ao balanço do ano passado, dia 13, a Nissan afirmou que em “outros mercados”, incluindo Ásia (sem Japão e China), Oceania, América Latina, Oriente Médio e África, as vendas caíram 0,4% em 2018 (815.000 unidades). Dessas, 97.500 foram comercializadas no Brasil, onde a Nissan teve uma “alta” de 23% sobre as vendas do ano anterior, segundo a Anfavea (Associação Nacional das fabricantes de Veículos Automotores).

O Utilitário-Esportivo “KICKS” é um dos produtos importantes do novo ciclo
O Utilitário-Esportivo “KICKS” é um dos produtos importantes do novo ciclo

O Utilitário-Esportivo compacto KICKS puxou o resultado, com quase metade do total vendido pela japonesa.

Com isso, a Nissan se manteve como a décima marca que mais vende no País, e aumentou levemente sua participação no mercado de automóveis e comerciais leves (pick-ups e furgões) para 3,95%. A líder , a GM, fechou o ano com 17,5%.

Investimentos
Sobre o novo ciclo de investimentos para a região, Rodriguez afirmou que ele deve começar entre 2023 e 2024 e será definido ainda este ano. E destacou a expectativa pelas reformas da Previdência e Tributária.

O executivo afirmou, ainda, que a unidade fabril de Resende (RJ) poderá abrir um terceiro turno em até 2 anos.

No momento, ainda há ociosidade na operação em dois turnos: a capacidade de produção é de 150.000 veículos ao ano, mas 106.000 foram produzidos em 2018. Este foi, no entanto, um recorde para a Nissan no Brasil.

A realidade da Argentina
“A demanda reduzida na Argentina tirou a pressão para o terceiro turno”, explicou . A crise no principal cliente da indústria de automóveis brasileira colocou por terra o volume de exportações das fabricantes do nosso  País  em 2018.

Outro revés, especificamente para a montadora  japonesa, foi a Mercedes-Benz cancelar os planos  para produzir a pick-up “Classe X” na fábrica da Nissan na Argentina.

O modelo, primeiro do segmento para a marca alemã de luxo, é baseado na Nissan “Frontier”, assim como acontece com a Renault “Alaskan”. A francesa, aliada da Nissan, também adiou a produção da Alaskan naquela fábrica.

“Causa alguns desafios, mas é compreensível. O mercado argentino caiu”, explicou. Rodriguez não considera abrir mão da fábrica de Córdoba. “É essencial”, afirma.

Para compensar, a Nissan estuda exportar para outras duas regiões: África e Oriente Médio.

X-Trail e ePower
O presidente-executivo para a América Latina não revelou quais serão os próximos lançamentos da marca no mercado brasileiro. Sobre a chegada do SUV X-Trail, confirmada por Marco Silva, presidente da Nissan brasileira, Rodriguez declarou apenas que “não tem por que não acontecer”.

Em julho, a Nissan começa a entregar o Leaf, elétrico, seu primeiro modelo do tipo no País
Em julho, a Nissan começa a entregar o Leaf, elétrico, seu primeiro modelo do tipo no País

Mas destacou que há obstáculos como o carro, que será importado, ser movido apenas a gasolina. A versão híbrida, que roda em testes no Brasil, é descartada por conta do custo alto.

Uma solução poderia ser o “ePower”, tecnologia que usa motor a combustão como gerador para o elétrico. Apesar de destacar o recurso, Rodriguez também se esquivou da cobrança por uma data de implementação dele no País.

Data prevista
Em julho do ano em curso, a Nissan começa a entregar o LEAF, o automóvel elétrico mais vendido no mundo e seu primeiro modelo do tipo no Brasil. Ele será importado do Reino Unido.










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