No Estado, 29,2% das pessoas ocupadas perderam rendimento no mês de agosto

Publicação: 2020-09-24 00:00:00
Quase seis meses após o agravamento da crise sanitária da covid-19 no Brasil, os trabalhadores que permaneciam empregados ainda enfrentavam dificuldades para recompor a renda do trabalho perdida na pandemia, segundo os dados da Pnad Covid-19 mensal. A pesquisa mostra que 29,2% das pessoas ocupadas, no Rio Grande do Norte, tiveram rendimento menor do que o normalmente recebido em agosto. O rendimento caiu de R$ 2.034 (valor real normalmente recebido) para R$ 1.807 (efetivamente recebido) no mês do levantamento, o que representa 88,83% da renda habitual. Apenas 4,2% tiveram rendimento maior  do que o normalmente recebido.

No Brasil, o rendimento médio habitual de todos os trabalhos era de R$ 2.384 em agosto, mas os trabalhadores receberam efetivamente, em média, R$ 2.137. Ou seja, a renda efetiva representou 89,7% do que seria habitualmente recebido. Apesar da defasagem, houve melhora em relação a julho quando a renda efetiva alcançou 87,4% da renda habitual. Em maio, quando começou a pesquisa a renda efetiva correspondia a apenas 81,5% do rendimento habitual.

Segundo Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, os programas de manutenção do emprego e renda ajudaram a complementar o rendimento dos trabalhadores. Mas a melhora com o passar dos meses foi puxada pelo retorno ao trabalho dos funcionários afastados.

"As pessoas estão retornando ao mercado de trabalho, e elas foram recuperando a renda que elas recebiam antes. A gente vê isso no afastamento de trabalhadores ocupados que foi sendo reduzido ao longo dos meses, e a gente vê também nas horas trabalhadas. A diferença entre as horas trabalhadas e as horas habituais diminuiu. As pessoas estão voltando a trabalhar mais e estão conseguindo recuperar renda", afirmou Maria Lucia.

Dados nacionais mostram que os trabalhadores por conta própria e os empregadores foram o que tiveram as maiores diferenças entre os rendimentos habituais e os efetivamente recebidos: em agosto, os trabalhadores por conta própria receberam 76,9% da renda habitual, e os empregadores obtiveram 81,4%.











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