No fim, um recomeço

Publicação: 2020-04-01 00:00:00
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Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com 

Por André Sudário 
Empresário

Nos últimos dias, aumentaram as discussões a respeito do nosso modelo de isolamento. Separar apenas os grupos de risco ou todos em suas casas? Ontem à noite (20/03), nosso ministro da Saúde e depois o da Economia vieram com uma possível nova solução que fica no meio disso tudo. Eles não falaram com todas as letras, mas o que consegui captar de suas palavras pode ser a criação de um lockdown transversal. 

A idéia de que todas as atividades de pouco risco de contágio (sem visitação de clientes), aquelas que podem ajustar suas operações para receber clientes com baixo risco de contágio (restaurantes com mesas distantes umas das outras, por ex) ou aquelas que impliquem na logística de alimentos, medicamentos, água, saúde… essas poderiam continuar atuando e até mesmo crescendo. 

As demais (comércio não essencial, serviços com atendimento de clientes, escolas…), precisariam ficar mais tempo sem funcionar. Quanto tempo assim, ainda não se sabe, mas no momento que as atividades foram paralisadas, quase que de maneira indiscriminada, a saúde está usando esse tempo para se preparar para cuidar de nós, agora e quando chegarmos no pico. 

A logística está pensando em como transportar os materiais essenciais e as idéias sobre a condução do país estão sendo pacificadas na cabeça dos nossos governantes. 

Quanto mais o tempo passa, mais o país (e seus cidadãos e empresas) gasta suas reservas ou se endivida mais. O governo (com o dinheiro da população) está distribuindo os recursos para os mais necessitados (informais, demitidos e empresas que estão na iminência de não se sustentar...).

Talvez a conta seja paga por todos, uns com mais (com a própria vida ou de quem se ama) uns com menos (com o emprego e/ou suas reservas), mas todo o mundo pagará uma parte da conta. 

E o que vem depois? 
Acredito que depois seremos menos, porém mais fortes Brasileiros. Os que passarem por essa etapa da vida serão os que reconstruirão os termos de um novo mundo. Um mundo mais consciente da interconexão existente e crescente, para o bem ou para o mal. 

Convido todos a surfarem suas emoções, seus pensamentos e criarmos um mundo novo a partir desse caos. Ainda não sei nem por onde começar, mas sei também que ainda nem chegamos perto do fundo do poço e ainda tenho muito tempo para me aprofundar em mim mesmo e ao meu redor. 

Mas é com esse espírito que sigo meus dias nesse caos. Que Deus nos ajude a enxergar os caminhos para a evolução. (AS)

Nas ruas
Desde sábado passado, a presença das pessoas nas ruas de Natal aumentou consideravelmente e o trânsito já parece de dias normais em algumas avenidas como Salgado Filho, Bernardo Vieira, Mário Negócio e Roberto Freire.

Remédio
Do maior infectologista francês, Didier Raoult, ontem no Twitter: “Estudo de caso clínico mostra hidroxicloroquina melhorando o aspecto prognóstico dos pacientes de Covid-19. Sintomas modificados por sessões excluídas”.

Fabricação
Os laboratórios químicos e farmacêuticos das Forças Armadas ampliaram a produção de cloroquina e estão prontos a colaborar nos tratamentos com a hidroxicloroquina nos casos graves. Todos os laboratórios ficam no Rio.

Nas feses
A notícia vem de Portugal, que ontem chegou a 160 óbitos com 7 mil casos. A Direção-Geral da Saúde recomendou reforço na higiene, pois o vírus sai nas fezes de doentes assintomáticos ou em convalescença, inclusive as crianças.

Revelações
O coronavírus alimentou castas e vestais. Rasgou máscaras dos oportunistas, deu asas aos pavões, revelou candidatos a tiranos de aldeia, desmanchou maquiagens de pretensos humanistas e encheu de crateras a ordem jurídica.

Serviços
É preciso ao governo federal e aos estaduais garantirem nos decretos especiais um atendimento diferenciado a aposentados e pensionistas durante a corrida nos próximos dias aos bancos e lotéricas, por salários e auxílios.

Hipocrisia
No Brasil que prende trabalhador por querer trabalhar, liberta-se bandidos autores de horrendos crimes. Estupradores e pedófilos ganharam lugar no trem do Covid-19 para irem se proteger do vírus na segurança de suas casas.

Neuropetismo
Quem está de volta ao colo do PT é Miguel Nicolelis, um tanto desaparecido desde o fiasco da exibição teatral na Copa do Mundo. Comemorou no Twitter o convite do governo da Bahia para assessorar o tal “Consórcio Nordeste”.

Na Suécia
Por uma questão de cultura, a Suécia mantém abertos bares, restaurantes, escolas e comércio. As autoridades locais dizem que o povo sueco tem o costume de já praticar distanciamento social e de evitar clima de multidão.

Créditos: Divulgação


Artes de luto
O oportunismo virulento do coronavírus matou o cantor e compositor Alan Merrill, 69 anos, coautor do clássico I Love Rock N’Roll, de 1975. E levou também o ator britânico Andrew Jack, 76, que trabalhou na saga Star Wars.






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