No negativo

Publicação: 2018-11-08 00:00:00 | Comentários: 0
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O Rio Grande do Norte continua sendo destaque nas manchetes negativas da imprensa nacional, de norte a sul e de leste-oeste, mesmo que os assuntos sejam diversos, mais agravados na temporada do governo Robinson Faria.  A vez agora é com relação ao descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ilegalidade que o nosso Estado lidera em todo o país como está demonstrado no relatório divulgado terça-feira pelo Tesouro Nacional. O assunto foi chamada de capa de todos os principais jornais brasileiro e manchete da TN de ontem, escrita assim: “RN gasta 86% da receita com folha, diz Tesouro Nacional”. Por lei, os governos só podem gastar até 60% da sua receita. Robinson extrapolou quase 40%. Gaveta vazia aguardando dona Fátima.

Colado ao Rio Grande do Norte aparece o Rio de Janeiro com 81%. É a dupla dos oitenta, rombo grande em suas contas. Logo em seguida, estão Minas Gerais (79%), Rio Grande do Sul (78%), Mato Grosso do Sul (77%) e Distrito Federal (74%). No Nordeste o estado que mais descumpriu a lei, além do Rio Grande do Norte, foi o Piauí, com 68% do comprometimento da “receita corrente líquida com a folha de pagamento”.

A reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” tem este título: “Estudo indica que 16 Estados correm risco de insolvência”. Pois é, o Rio Grande do Norte é um estado à beira da insolvência, se é que já não é insolvente. Pergunto ao professor Aurélio o que é “insolvente?”. Ele respondeu didaticamente: “Que ou quem não pode pagar o que deve”.  É o quadro real que atravessa o Rio Grande: Não pode pagar o que deve. Tanto assim que ainda não pagou o 13º salário de 2017.  “Os governadores eleitos terão de lidar com esse problema”, diz a reportagem.

Mais adiante, destaco este trecho da reportagem do Estadão:

- Em cinco Estados, o comprometimento com gastos de pessoal já ultrapassou os 75% da receita corrente líquida (...). A situação mais crítica é do Rio Grande do Norte (86%), que no fim do ano passado pressionou o governo federal por uma medida provisória (MP) para repassar dinheiro ao Estado e ajudar no pagamento dos servidores – o que seria ilegal. O Ministério da Fazenda barrou a medida. Minas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul comprometeram quase 80% da receita com gastos com pessoal. ”

Mais a diante a reportagem se refere a manobras feitas por alguns governantes maquiando a contabilidade oficial, constadas no relatório do Tesouro Nacional:

- Além de expor a fragilidade das contas estaduais, o documento ainda demonstra a maquiagem contábil feita pelos Estados para ficar artificialmente dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Apenas seis governos estaduais admitem em seus próprios dados que extrapolaram a regra prevista em lei”.

O Tribunal de Contas do Estado já constatou que o governo Robinson Faria fez maquiagem em suas contas.

A fonte do problema
O Estadão publica ainda uma declaração do economista Raul Velloso sobre a causa dessa insolvência:

- O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas pondera que o relatório do Tesouro “não conta toda a história” da trajetória de endividamento dos Estados. “O Tesouro constata que os gastos com pessoal passaram do limite e deduz que o Estado está insolvente. Mas é preciso entender a causa para apontar um ‘caminho da salvação’”

- Ele avalia que a principal fonte de problemas das folhas dos governos estaduais hoje está nos servidores aposentados e que os governadores eleitos devem, a partir do ano que vem, traçar estratégias para reverter os gastos crescentes.

Política
Deu na coluna BR18, do Estadão:

- Numa eleição em que o crescimento da direita chamou a atenção, os cinco principais partidos da esquerda no País – PT, PCdoB, PSOL. PDT e PSB - elegeram 25% menos representantes em relação a 2010, melhor momento dessas siglas nas urnas.

- Levantamento do Estadão mostra que, em 2018, a esquerda levou 393 nomes para governos estaduais, Câmara, Senado e Assembleias Legislativas no Estados. Em 2010, esse mesmo número havia batido em 527. O PT foi a sigla com maior redução: neste ano elegeu 149 nomes, 41% menos comparados a 2010, quando fez 255%.

Chuva
No andar deste começo de novembro continua chovendo no Ceará. No boletim de ontem da Funceme há registros de chuvas em mais de vinte municípios pegando as regiões Jaguaribana, Sertão Central e Inhamuns,  Maciço de Baturité e Cariri.

A maior chuva, 24 milímetros, foi no município de Icapuí, na região Jaguaribana, fazendo divisa com Tibau, do lado de cá. A segunda maior chuva, 22 milímetros, foi em Canindé, região do Sertão Central.

No Cariri, sul do Estado, as melhores chuvas foram em Porteiras, 14 milímetros, Missão Velha, 13, Crato, 12. Na região Jaguaribana choveu ainda em Morada Nova, 10 e em Palhano, 8. Em Campos Sales, no Sertão de Inhamuns, divisa com o Piauí, choveu 9 milímetros.

No Rio Grande do Norte a Emparn registro apenas uma chuvinha de 2,7 milímetros em Tibau. Ali ao lado de Icapui, no Ceará.
Livro  Hoje à noite, no Solar Bela Vista, começando às 19 horas, haverá o lançamento do livro da professora Dorinha Costa, Da vida que vivi, eu conto...

Festa que vai reunir tribos de todas essas aldeias potiguares de vários sotaques.

Mais livro 
A notícia agora vem do Rio:  a Companhia das Letras está anunciando para o dia 28 o lançamento do livro Os Contos, reunindo todos os contos de Lygia Fagundes Telles. Edição em capa dura com mais de 800 páginas. O prefácio é de Walnice Nogueira Galvão.




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